Artigo Escrito pelo Eng. Túlio Mendes

Introdução    

Com a evolução de novos equipamentos nas áreas de topografia e geodesia é interessante o estudo e analise dos resultados obtidos por diferentes metodologias. Os equipamentos de determinação das coordenadas geográficas mais atuais proporcionam uma maior exatidão nas mensurações, facilitam a manipulação e diminui o tempo em campo, este último é um dos fatores mais interessantes para os usuários, devido a redução do custo da mão de obra in loco.

A obtenção de coordenadas geográficas tem por finalidade a determinação do perímetro da área, a dimensão, a posição da área no globo terrestre e outros produtos indispensáveis no dia a dia do profissional. Para realizar a determinação das dimensões e contornos de uma determinada área existem vários aparelhos dos quais dois serão citados: a Estação Total e o receptor GNSS, os quais tem uma considerável, diferença nos princípios de funcionamento. Sendo que o primeiro equipamento necessita que os pontos de interesse sejam intervisiteis entre si, já o segundo equipamento não necessita de visualização entre os pontos, pois se orientam por sinais de satélites e ondas de rádio.

Para qualquer tipo de levantamento seja ele com a Estação Total ou receptores GNSS são passiveis de erros em suas medidas. Abaixo serão detalhados os principais tipos de erros intrínsecos aos equipamentos.

Características e erros da Estação Total

         Neste item serão apresentados os erros inerentes à Estação Total. Em um levantamento topográfico podem haver três erros básicos relacionados às condições climáticas, equipamentos e do operador. Por mais confiantes que sejam os aparelhos e por mais cuidado que o operador tome ao proceder a um levantamento topográfico, as medidas obtidas jamais estarão isentas de erros, (VEIGA; ZANETTI; FAGGION, 2007). As fontes de erros poderão ser:

  • Condições ambientais: são causados por alterações nas condições ambientais, como o vento e temperatura. Um exemplo clássico é a alteração do comprimento da trena com a variação da temperatura.
  • Instrumentais: causados por problemas de ajuste do equipamento. Uma grande parte dos erros oriundos dos aparelhos pode ser reduzida adotando técnicas de verificação/retificação, calibração e classificação, além de técnicas particulares de observação.
  • Pessoais: originados por falhas do operador, como falta de atenção ao executar uma medição e cansaço.

Todos os três erros citados anteriormente são mais conhecidos como: Erros grosseiros, sistemáticos e aleatórios que serão detalhados a seguir.

Erros Grosseiros: Originados por engano na medida, leitura errada nos instrumentos e ou identificação de alvo, geralmente relacionados com a falta de atenção do observador ou falha no equipamento. E de responsabilidade do operador ter cuidados para impedir a sua ocorrência ou detectar a sua presença. A forma mais eficaz de verificar as falhas é realizar a repetição de leituras.

Erros Sistemáticos: São erros cuja intensidade e sinais algébricos podem ser determinados, adotando leis matemáticas ou físicas. Por serem erros com causas conhecidas eles podem ser evitados a partir de técnicas de observação ou até mesmo eliminados com a aplicação de fórmulas específicas. Esses tipos de erros são acumulativos ao longo do trabalho.

Erros Aleatórios: São aqueles que permanecem mesmo após a eliminação dos erros grosseiros e sistemáticos. São erros que não seguem nenhum tipo de lei e ora ocorrem num sentido ora noutro, tendendo a se neutralizar quando o número de observações é grande.

É importante lembrar que alguns erros se anulam durante a medição ou durante o processo de cálculo. Deste modo, um levantamento que visivelmente não apresenta erros, não significa estar necessariamente correto.

Características e erros das observáveis GNSS

Segundo Caldas (2014) todas as medidas realizadas a partir do GNSS, sejam a (pseudodistância ou fase da portadora) são vulneráveis a erros que prejudicam a precisão das posições levantadas.

De acordo com Monico (2008), o sistema global de navegação por satélite é composto por duas observáveis e que as mesmas permitem determinar a posição de um objeto, a velocidade e o tempo, são elas:

  • Pseudodistância a partir do código; e a
  • Diferença de fase da onda portadora.

Para realizar a medida da observável pseudodistância é necessário correlacionar o código gerado pelo satélite no momento da transmissão (tt) com sua réplica gerada no receptor no instante de recepção (tr). De acordo com Monico (2008) a equação da pseudodistância entre o satélite (s) e o receptor (r) pode ser descrita como:

(1)

Onde:

  • : distância geométrica entre o satélite, no instante de transmissão do sinal, e o receptor, no instante de recepção do sinal;
  • c: velocidade da luz no vácuo, em m/s;
  • : erro do relógio do receptor em relação ao tempo GPS, em segundos;
  • : erro do relógio do satélite em relação ao tempo GPS, em segundos;
  • : erro causado pela ionosfera, em metros;
  • : erro causado pela troposfera, em metros;
  • : erro causado pelo multicaminho, em metros;
  • : erro da medida de pseudodistância devido aos efeitos não modelados e aleatórios, em metros.

A medida da fase da onda portadora () (mais precisa que a pseudodistância) é realizada através da diferença entre a fase do sinal gerada no satélite, no momento que o mesmo transmite o sinal, e a fase gerada no receptor no momento da recepção do sinal. Somente uma medida fracionaria é obtida, restando os ciclos completos (inteiros), conhecido como ambiguidade (N). Monico (2008) descreve a equação da fase de abatimento da onda portadora como sendo:

(2)

Onde:

  • : frequência da fase;
  • fase gerada no satélite, na época de referência ;
  • fase recebida no receptor, na época de referência ;
  • ambiguidade da fase;
  • erro da fase da onda portadora.

O receptor mede a parte fracionaria da fase da onda portadora e contam o número de ciclos inteiros coletados no receptor, resultando em uma medida continua. A ambiguidade representada por () determina o numero de ciclos inteiros entre o satélite (s) e o receptor (r) no momento em que o receptor é ligado (MONICO, 2008).

A acurácia que pode ser obtida nas observáveis GNSS em relação à pseudodistância pode se aproximar em unidades métricas ou até mesmo em alguns decímetros, já na fase da onda portadora a acurácia obtida poderá ser de poucos centímetros ou até mesmo em unidades milimétricas, (MONICO, 2008).

Cabe ressaltar que, além das observáveis destacadas acima outras podem ser obtidas com o GNSS (variação Doppler, Razão Sinal Ruído (SNR) e outros). Como todas as observáveis envolvidas no processo de mensuração estão sujeitas a erros aleatórios, sistemáticos e grosseiros, alguns deles podem ser reduzidos e ou eliminados com certos procedimentos, (MONICO, 2008).

  • Erros aleatórios são inevitáveis e é considerado inerente da observação;
  • Erros sistemáticos podem ser modelados, reduzidos e ou eliminados por métodos de observações;
  • Erros grosseiros podem ser reduzidos a partir da atenção e o cuidado do usuário.

A Tabela 1 detalha as fontes e os efeitos dos erros sistemáticos envolvidos nas observáveis, considerando as fontes (satélite, propagação do sinal, receptor/ antena e a própria estação).

Tabela 1- Fontes dos erros e seus efeitos nas observações GNSS

Fontes Erros
Satélite Erro da órbita

Erro do relógio

Efeitos da Relatividade

Atraso entre as duas portadoras no hardware do satélite

Centro da fase da antena do satélite

Fase Wind-up

Propagação do Sinal Refração troposférica

Refração ionosférica

Perdas de ciclos

Multicaminho ou sinais refletidos

Rotação da Terra

Receptor/ Antena Erro do relógio

Erro entre os canais

Centro de fase da antena do receptor

Atraso entre as duas portadoras no hardware do receptor

Fase Wind-up

Estação Erros nas coordenadas

Multicaminho ou sinais refletidos

Marés terrestres

Movimento do pólo

Carga oceânica

Pressão atmosférica

Fonte: Adaptado de Monico, 2008.

Vale ressaltar que marés terrestres, cargas oceânicas e a atmosfera não são exatamente erros e sim variações que devem ser consideradas para o posicionamento de alta precisão.

Para obter uma melhor precisão no posicionamento por técnicas GNSS é necessária a minimização ou eliminação dos diferentes tipos de erros citados. A partir dos anos 2000, um dos principais fatores que interviam no posicionamento com GNSS foi desativada. Este erro denominado de Selective Availability (SA) proporcionou uma melhora nos posicionamentos após sua desativação, porém outro erro de grande relevância ainda permaneceu, a ionosfera. Após a desativação da SA a ionosfera se tornou a principal fonte de erro nos posicionamentos por GNSS (MATSUOKA, 2007).

Descrição da precisão nominal S800 – Stonex

            O receptor GNSS S800 é um equipamento robusto e possui as seguintes especificações: 555 canais, radio de 2w, suporta as constelações GPS, GLONASS, BEIDOU, GALILEO, QZSS, SBAS e IRNSS além de possibilitar ao usuário uma comunicação a partir de rede wi-fi com o receptor, essa comunicação permitirá acessar todas as configurações internas do receptor. Devido seu posicionamento ser corrigido em tempo real o receptor proporciona uma maior produtividade e a otimização do tempo em campo, gerando assim uma maior lucratividade, Figura 1.

A precisão de posicionamento se restringe de acordo com a metodologia adotada, detalhado na Tabela 2.

Tabela 2- Precisão posicionamento S800

Positioning
High Precision Static Surveying
Horizontal 2.5 mm + 1 ppm RMS
Vertical 2.5 mm + 1 ppm RMS
Code Differential Positioning
Horizontal <0.5 m RMS
Vertical <1.0 m RMS
SBAS Positioning
Horizontal <0.6 m RMS²
Vertical <1.2 m RMS²
Real Time Kinematic (<30 Km)
Fixed RTK Horizontal 8 mm + 1 ppm RMS
Fixed RTK Vertical 15 mm + 1 ppm RMS

Fonte: Adaptado, Manual Receptor S800 Stonex, 2018

Metodologia

O procedimento realizado em campo para a obtenção das coordenadas que serão tomadas como critério de comparação envolveram dois equipamentos distintos. A avaliação das coordenadas coletadas em campo irá adotar a Estação Total Ruide RTS 822R³ como referência de precisão.

Os equipamentos utilizados neste experimento são:  a Estação Total e o receptor GNSS modelo S800 da Stonex. Toda a comparação será realizada entre esses dois equipamentos.

A priori foram rastreados dois pontos correspondentes a estação (E1) e a ré (E0) para orientação da estação total. Os pontos E1 e E0 são estáticos com 10 minutos de posicionamento e foram processados e ajustados empregando a base (POLI) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o software GNSS Solutions. A tabela abaixo detalha as coordenadas e os erros das componentes horizontais e verticais.

Tabela 3 – Componente horizontal e vertical dos pontos de orientação da Estação Total.

E1 (Estação) Este Norte Altitude
Coordenadas (m) 328822.833 7395012.478 762.885
Precisão (m) 0.003 0.004 0.009
E0 (Ré) Este Norte Altitude
Coordenadas (m) 328828.200 7395034.673 761.956
Precisão (m) 0.004 0.006 0.007

Fonte: Adaptado relatório de processamento GNSS Solutions

Segue abaixo o momento da orientação da Estação Total a partir dos dois pontos rastreados com o método estático (E1 e E0), Figura 2.

Com a orientação do equipamento realizada podemos agora irradiar os pontos de interesse para determinação das coordenadas dos pontos P1 e P2 (Figura 3). A localização e a escolha dos pontos de interesse foram definidas levando em consideração as obstruções naturais, essa escolha é um dos parâmetros para a avalição dos erros cometidos com os receptores GNSS. É de extrema importância o teste realizado, principalmente coletando pontos em locais totalmente desfavoráveis, dessa forma pode-se analisar o desempenho dos receptores GNSS em condições diversas, condições essas estão presentes no dia a dia do profissional.

es

A coleta dos pontos P1 e P2 com o auxílio do receptor GNSS adotou a técnica RTK NTRIP utilizando a rede CEGAT e a base SPSP0. Lembra-se que esse método RTK NTRIP proporciona precisão horizontal de 0,010 m e na componente vertical de 0,025 m.

Resultados

Neste tópico serão detalhados os deltas (Δ) das coordenadas norte, este e altitude elipsoidal referente aos pontos de interesse, neste caso o P1 e P2.

Antes disso, segue abaixo a tabela das coordenadas utilizadas para a orientação da estação total (E1 e E2) (coordenadas pós processadas Tabela 3) e as coordenadas dos pontos adquiridos em baixo da vegetação (P1 e P2) como demonstrado na Figura 3, pontos esses serão utilizados para comparação, avaliação e validação do receptor GNSS S800 da Stonex.

Tabela 4: Coordenadas de orientação da estação total (E1/E2) e coordenadas dos pontos obstruídos por vegetação (P1/P2)

ESTAÇÃO TOTAL RUIDE R³
ID Norte Este Altitude
E1 7395012,478 328822,833 762,885
E0 7395034,673 328828,200 761,956
P1 7395063,888 328847,217 761,431
P2 7395026,987 328860,042 762,098

 

A próxima tabela detalha as coordenadas rastreadas com o auxílio do receptor S800. A apresentação da tabela facilita a compreensão dos dados coletados em campo.

Tabela 4: Coordenadas de orientação da estação total (E1a/E2a) e coordenadas dos pontos obstruídos por vegetação (P1a/P2a)

S800 – STONEX
ID Norte Este Altitude Solução
E1a 7395012,5000 328822,8170 762,9200 Fixo
E0a 7395034,7220 328828,1880 761,9710 Fixo
P1a 7395063,8363 328847,1588 761,5107 Fixo
P2a 7395026,9959 328860,0787 762,0637 Fixo

 

Abaixo segue o gráfico da comparação entre a Estação Total Ruide R³ orientada com pontos provenientes do posicionamento estático e o receptor GNSS S800 da Stonex. De acordo com o Gráfico 1 nota-se que a maior diferença entre as coordenadas está na altitude para o ponto P1 com valor de 0,080 m e a menor variação se encontra na coordenada norte com 0,009 m para o ponto P2. De acordo com a Figura 3 o ponto P1 e P2 estão situados em locais desfavoráveis para sua determinação, mesmo assim os erros apresentaram abaixo de 0,080 m. Lembra-se que todos os quatro pontos apresentaram solução fixa.

estação total

Conclusão

            Pode-se concluir a partir dos gráficos que o receptores GNSS Stonex S800 apresentam resultados satisfatórios mesmo em condições totalmente desfavoráveis para a coleta das coordenadas de interesse em comparação com as coordenadas obtidas com a Estação Total Ruide R³, onde a maior divergência foi de 0,080 m na altitude e 0,009 na componente norte.

Bibliografia

CALDAS, F. L. Análise de deformação da rede geodésica GNSS/SP com base na teoria da elasticidade. 94p. Presidente Prudente: [s.n], 2014.

MATSUOKA, M. T. Influência de diferentes condições da ionosfera no posicionamento por ponto com GPS: avaliação na região brasileira. 2007. 263p. Tese (Doutorado em Ciências Cartográficas) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Cartográficas, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente. 2007.

MONICO, J. F. G. Posicionamento pelo GNSS: Descrição, fundamentos e aplicações. 2º ed. São Paulo: Editora Unesp, 2008. 472p.

VEIGA, L. A. K.; ZANETTI, M. A. Z.; FAGGION, P. L. Fundamentos de topografia. 2007.

 


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Aula Inicial:

Introução e Apresentação das Aulas

AULA 1
INTRODUÇÃO À TOPOGRAFIA: CONCEITOS BÁSICOS

AULA 2
REVISÃO MATEMÁTICA E COORDENADAS POLARES E RETANGULARES

AULA 3
RUMO, AZIMUTE E DISTÂNCIAS

AULA 4
ESCALAS

AULA 5
CONCEITOS E EQUIPAMENTOS BÁSICOS PARA UM LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO E COMPONENTES DE UMA ESTAÇÃO TOTAL6

AULA 6
TÉCNICAS DE LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO

AULA 7
PRINCIPAIS FERRAMENTAS DA ESTAÇÃO TOTAL ESTAÇÃO TOTAL RUIDE RTS E EXECUÇÃO DE LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO

AULA 8
LOCAÇÃO

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Os Vants (Veículos Aéreo Não Tripulado) conhecidos também como Drone, estão conquistando e conquistaram profissionais de mapeamento que atuam em diversas áreas, por ser um equipamento muito rentável.

É perceptível que a captação de imagens com drone é o primeiro passo dentro de um processo mais complexo, que exige conhecimentos específicos multidisciplinares como, cartografia, fotogrametria, processamento digital de imagens, topografia e geoprocessamento.

Neste contexto, o Agrimensor do Futuro traz para você 5 dicas para fazer levantamento com drone.

– Conhecimento sobre a fotogrametria básica

Sabe-se que todo produto gerado por um drone é oriundo da fotogrametria, e obter conhecimentos básicos sobre fotogrametria é essencial para os profissionais que atuam e atuarão no levantamento com drone.

A fotogrametria é uma tecnologia que permite interpretar e medir por meio das imagens capturadas pelos sensores, e por traz de toda essa tecnologia, existem alguns parâmetros que são fundamentais para gerar o produto final que tanto desejamos.

Dessa forma, se você conhecer estes parâmetros, certamente irá fornecer produtos de ótima qualidade aos seus clientes e sairá muito bem em casos de algum problema no levantamento e no processamento das imagens.

– Planejamento de voo do Levantamento com Drone

O planejamento de voo é a primeira etapa do levantamento aerofotogramétrico com drone.

Assim cada fabricante de drone adota seu próprio software para realizar o planejamento de voo, que funciona parcialmente de forma automática, apesar disso, é necessário inserir algumas informações, e é neste momento que são aplicados os conhecimentos básicos da fotogrametria.

Existe no mercado softwares de planejamento de voo que são disponibilizados de forma gratuita e são totalmente eficientes para esta etapa.

Nesta etapa que são definidos os parâmetros: área que será levantada, modelo da câmera/distância focal, altura de voo, ângulo do voo, a velocidade da aeronave, a sobreposições das fotos, escala, tamanho do GSD (Ground Sample Distance – Tamanho da Amostra de Terra), área de segurança determinada pela ANAC, ponto de decolagem e pouso do drone, a partir desses parâmetros são gerados os resultados da quantidade de fotos, tempo de disparo da foto, percurso e tempo de voo.

O planejamento de voo ou usualmente dito plano da missão nada mais é que o planejamento do levantamento de campo em si, portanto é de suma importância o conhecimento básico desses parâmetros fotogramétricos, para não obter erros durante a execução no levantamento de campo, e se obter algum erro nesta etapa todo o seu trabalho será jogado fora.

– Execução do levantamento com Drone

Ao realizar o levantamento com o drone primeiramente é importante executar um bom plano de missão, ter o conhecimento da autonomia de voo da aeronave, tempo da bateria e o tipo de sensor da câmera embarcada, isso tudo deve ser levado em consideração para que o levantamento seja bem executado e não causar transtornos com a aeronave.

Em determinados trabalhos, são recomendados que não realizem voos com muita incidência de ventos e sombras, pois isso pode prejudicar a interpretação na imagem e eventualmente com o vento forte derrubar seu drone.

Para um trabalho mais preciso, o uso de pontos de controle é indispensável, isso proporciona confiabilidade nos resultados gerados apurando o produto final.

Evite pousos bruscos com seu drone/vant, isso provoca descalibração da câmera, acarretando erro sistemático para o produto final, além de danificar a aeronave.

– Processamento de imagens aéreas do Levantamento com Drone

O processamento das imagens gera a ortofoto, mosaico e ortomosaico. A ortofoto é o produto gerado a partir da transformação de uma foto original em uma foto onde os deslocamentos devido ao relevo e a inclinação da fotografia são eliminados, ou seja, uma correção geométrica nas fotos, este processo é conhecido como ortorretificação. O mosaico é o agrupamento das fotos em relação a sobreposição. E a ortomosaico é um mosaico constituído pelas ortofotos.

Hoje em dia no mercado, existem diversos softwares de processamento de imagens aéreas, procure utilizar os que possuam ferramentas completas, de interface simplificada e dinâmica, pois o que muda nesses programas é a qualidade final do produto.

Além disso, busque realizar treinamentos e consultorias do software que está utilizando e que será utilizado, pois assim, você pode desfrutar de todos os recursos que o programa te oferece.

– Produto final do Levantamento com Drone

A partir do ortomosaico são gerados os modelos digitais da superfície e do terreno, e assim aplicando um pós-processamento resultam em diversos produtos, tais como, nuvens de pontos, variação da declividade, a hipsometria, o NDVI, falhamentos em plantios e entre outros.

Para obter um produto final de qualidade é necessário seguir todas essas dicas. Os drones são equipamentos poderosíssimos que oferece uma infinidade de serviços em diversas áreas. Trabalhar com este equipamento demanda conhecimentos específicos, que se praticados, você alcançará todos os objetivos dos serviços prestados com qualidade e excelência.

 


Serviços de Vant: O veículo aéreo não tripulado (VANT) é uma aeronave operada sem a presença de operador a bordo, ou seja, controlada remotamente, e não possui tripulantes e passageiros. As palavras Drone e RPA (Aeronave Remotamente Pilotada), são termos referente a uma aeronave do tipo VANT.

O uso do VANT hoje em dia, vem ganhando mais espaço na área da agrimensura. Realizar serviços com o VANT é tornar o mapeamento de médio, pequeno e micro formato mais eficiente, pois otimiza o trabalho dos profissionais que buscam uma boa qualidade e agilidade na captação de dados geográficos.

Os principais componentes de um Vant são: sensor de imageamento, o receptor GNSS e o sistema inercial (IMU). O sensor de imageamento nada mais é que uma câmera de resolução elevada, podendo ser um sensor passivo (sistemas fotográficos) ou ativo (radar e laser). O receptor GNSS, é o equipamento que coleta as coordenadas para georreferenciar as imagens. E o inercial, que é um equipamento que permite medir os parâmetros de aceleração linear, e a velocidade angular dos 3 eixos tridimensionais (ω,φ,κ) de uma aeronave, possibilitando assim uma melhor precisão dos dados.

Atualmente, os Vants estão sendo fabricados com a tecnologia receptor GNSS RTK (Real Time Kinematic), o que torna o produto final mais preciso e confiável. Com esse novo método, não é necessário utilizar os pontos de controle, e também proporciona que o plano de voo e o software de controle se conectam com a base, transmitindo um sinal de correção para o rover a bordo da aeronave.

São inúmeros os tipos de serviços de Vant aplicados na área da agrimensura. Os serviços são: atividades agropecuárias (falha em plantio, monitoramento da saúde das plantações, contagem de gados e entre outros), modelo digital de superfície (MDS), modelo digital de terreno (MDT), mapeamento de imagens 3D, cálculo de volume, monitoramento de estruturas, monitoramento meteorológicos, monitoramento de risco naturais, combate ao incêndio, inspeção de plataformas de petróleo, dentre muitos outros usos que já existem ou ainda estão por vir.

Neste contexto, o agrimensor do futuro traz para você 3 áreas que utilizam serviços do Vant.

– SERVIÇOS DE TOPOGRAFIA

A Topografia nada mais é que determinar o contorno, dimensão e posição relativa de uma porção limitada da superfície terrestre. Otimizar e agilizar a coleta de dados da superfície terrestre sempre foi um desafio para os estudiosos, e hoje, com o auxílio do Vant na topografia, isso se tornou possível.

A diferença entre a topografia clássica e a topografia com o auxílio do Vant, está no método de aquisição de dados. Enquanto a aquisição de dados da topografia clássica é realizada com os equipamentos, nível, estação total e receptores GNSS, a aquisição de dados da topografia com Vant é realizada com sensores de imageamento aerotransportados.

Quando referimos serviços topográficos utilizando um Vant, estamos falando em serviços de análise do relevo (MDT). Os principais serviços de análise do relevo são: quantificação de volumes, planialtimetria, sistematização de terrenos para corte e aterro.

Dessa forma, o produto gerado após a captação das imagens são as nuvens de pontos de alta densidade, obtidas por meio do processamento de imagens (ortoimagem) e filtragem, permitindo assim, fazer uma análise e extrair medidas.

As principais vantagens do Vant na topografia estão na redução do tempo em campo, na redução de tempo no processamento dos dados e na análise ampla das informações através da ortoimagem, tudo isso, quando comparado com a topografia clássica.

Portanto utilizar o Vant para serviços topográficos é uma boa opção para você que quer reduzir o tempo em campo e revolucionar o seu método de trabalho.

– SERVIÇOS DE SENSORIAMENTO REMOTO

O Sensoriamento Remoto é um termo utilizado na área das ciências aplicadas que se refere à obtenção de imagens à distância, sobre a superfície terrestre. Pode se dizer que, o sensoriamento remoto realiza observações de grande formato da Terra através de satélites orbitais. E com a evolução da tecnologia, é possível realizar serviços de sensoriamento remoto de pequeno e médio formato com a ajuda do Vant.

Os serviços de sensoriamento remoto com Vant, segui para o lado dos estudos de análises de recursos ambientais e agrícolas, tais como, mapeamento e monitoramento de desmatamento, recursos hídricos, riscos ambientais, riscos de incêndio, acompanhamento da plantação, monitoramento da saúde das plantas, agricultura de precisão, transmissão de energia, entre outras infinidades de serviços.

Os Vants de sensoriamento remoto são compostos por câmera multiespectral, esta possui múltiplos sensores e filtros de alta qualidade. Estes sensores são capazes de captar a luminosidade refletida pelos objetos terrestre, que são invisíveis a olho nu, e conseguem individualizar em bandas cada uma dessas cores (Red – R, Green – G, Blue – B e Infravermelho – NIR).

Entretanto, o produto gerado são bandas (imagem) com as cores captadas, que quando combinadas resultam em uma imagem de determinadas cores, que permite o estudo desses serviços.

As cores RGB, quando sobrepostas formam cores coloridas (cor natural e falsa cor), que permitem realizar análises dos objetos imageados. O infravermelho (cor não visível) possui informações importantes sobre os estados fisiológicos e da saúde da planta.

Portanto, o Vant aplicado no sensoriamento remoto é um aliado fundamental para o estudo de análise de recursos ambientais e agrícolas, pois, evita a perda da produção de cultivos, monitora áreas com risco a comunidade, uso e ocupação do solo e muito mais.

– SERVIÇOS DE FOTOGRAMETRIA

O mapeamento e monitoramento realizado com VANT nada mais é do que a legítima fotogrametria. A fotogrametria é a ciência, arte e tecnologia de obter informações de confiança sobre objetos com o uso de captação de fotografia e energia eletromagnética.

A fotogrametria teve seu início a bordo de balões, e agora está presente em aeronaves remotamente pilotadas. Os produtos gerados pelo Vant são os mesmos gerados pela fotogrametria clássica, porém de um formato menor e com menos precisão. Esses produtos são: ortofotos, modelos digitais de terreno e elevação, extração de feições por visão estereoscópica e etc.

Devemos ter em mente que, todo o produto gerado em serviços de Vant são produtos oruindo da fotogrametria.

O Vant é uma tecnologia atual que está revolucionando o mercado da agrimensura. Saber escolher a área que o Vant será aplicado é muito importante, para não gerar serviços de baixa qualidade, também vale ressaltar, que os programas de processamentos e imagens são muito complexos, e exige uma certa experiência na área, então procure se especializar antes.

Portanto, o Vant é um equipamento que permite reduzir muito tempo em campo e em processamento, aumenta a produtividade e oferece um serviço de alta qualidade para a visualização, tornando assim este equipamento muito poderoso.

Se você tem dúvidas sobre serviço de vant, deixe seu comentário para o Agrimensor do Futuro aqui embaixo!

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A otimização de processos tem sido um instrumento para a melhoria da prestação de serviços, a partir da simplificação, padronização, inovação e racionalização das atividades, contribuindo para uma melhor utilização dos recursos disponíveis. Otimizar serviços de georreferenciamento, é reduzir tempo de execução das etapas do processo do “geo” e aumentar a quantidade de certificações e registros em cartório, satisfazendo assim, seus clientes.

Realizar serviços de georreferenciamento de imóveis rurais sempre demandou muito trabalho e tempo, e nos dias de hoje, não se pode perder tempo em determinadas etapas de um serviço.

Baseando nisso, o Agrimensor do Futuro selecionou para você 7 dicas para reduzir o tempo do início ao fim na execução do processo do georreferenciamento de imóveis rurais.

– Documentos necessários

Após fechar o contrato do serviço, pegue todos os documentos necessários, tais como: Matrícula e/ou Título de Posse, Certidão Negativa de Débitos de Imóveis Rurais – ITR, Certificado de Cadastro de Imóvel Rural – CCIR, e documentos pessoal do proprietário, estes são os principais. Estude e retire o máximo de informação da matrícula, pois nela contém todas as características da propriedade e do proprietário.

– Execução do levantamento de campo

No cenário atual não se pode perder tempo executando serviços de levantamento de campo, pois isso demanda tempo e dinheiro. Então, obter um bom planejamento de campo faz com que você economiza tempo de dinheiro.

Ao sair para realizar o levantamento, é necessário que haja em planejamento de campo. Este planejamento de campo é fazer um conhecimento prévio da propriedade que será georreferenciada. As imagens de satélites disponibilizadas pelo Google Earth é uma ferramenta indispensável para nós agrimensores, pois auxilia no reconhecimento da propriedade. Assim, você ficará ciente qual é a melhor área para instalar a base e de onde irá começar seu levantamento.

Uma boa dica dessa etapa, é conferir se a propriedade confrontante já possui certificação no SIGEF, através da plataforma I3GEO do INCRA. Caso tenha, você poderá se basear nos vértices já certificados, porém é sempre fundamental levar em consideração a opinião do proprietário e as informações contidas na matrícula.

Nesta mesma etapa, são definidos os equipamentos que serão utilizados, e para otimizar o serviço verifique se estão devidamente carregados e sem problemas de funcionamento. Antes de ir à campo, certifique que não se esqueceu de nenhum equipamento.

Trabalhe sempre com equipamentos calibrados e certificados, caso seu equipamento sofra algum dano, procure uma assistência técnica, e desse modo, evitará transtornos futuro e não voltará à campo por um erro sistemático.

E durante o levantamento de campo, procure coletar os documentos e informações dos confrontantes, isso impedirá que você volte para a propriedade.

– Processamento dos dados coletados

Com a vinda da tecnologia dos receptores GNSS RTK, otimizou muito o processamento dos dados coletados, economizando assim muito tempo em campo e no escritório. Na nossa área, reduzir o tempo é sinônimo de faturamento, investir em um equipamento desse é uma boa para você.

– Elaboração de mapa, memorial descritivo e geração de planilha ‘ods’

Otimizar nesta etapa é essencial para não passar horas em frente ao computador elaborando mapas, memoriais e planilhas. Existem no mercado softwares de elaboração e edição de mapas, geração de memoriais descritivos e planilhas de formato ‘ods’. O DataGeosis é um software de topografia e geodésia, e se destaca por possuir uma interface simplificada e atender todos os requisitos da 3ª norma técnica de georreferenciamento do INCRA. Adquirir um software desse modelo, otimizará seus dias de serviços no escritório.

– Carta de anuência de confrontantes

Coletar as assinaturas dos confrontantes é uma das etapas mais burocráticas e demoradas do processo de georreferenciamento. Certo que, há casos que uma propriedade tem uma quantidade imensa de confrontantes e residem em outros municípios entre outras situações, que dificultam a coleta das assinaturas.

Dessa forma, quando o confrontante residir em outro município, procure saber corretamente a sua localidade, evitando o envio incorreto. Caso correto, envie de forma rápida e com confirmação de que o documento chegou ao seu destino.

Existem situações de que os confrontantes não são encontrados, e uma forma de procura-los é tornar isto público, através do cartório de registros públicos, que tem o dever de procura-los.

– Certificação no SIGEF

Com a certificação eletrônica do SIGEF, o cotidiano do agrimensor teve uma grande revolução, que otimizou todo o processo de certificação do geo. Porém, ao certificar deve tomar os devidos cuidados, para não certificar com erros na planilha. Certificar um processo pode levar poucos dias para ser aprovado, mais pedir um cancelamento pode demorar muitos dias ou até meses, tornando seu serviço mais demorado.

É muito comum, que profissionais enviam planilhas com erros grosseiros, então é muito importante revisar as planilhas com muita atenção antes de enviar.

Ao certificar planilhas com erros, o profissional habilitado pode sofrer punições severas e o INCRA pode até suspende-lo de assinar serviços de geo.

– Registro no cartório

Essa etapa é a mais burocrática, pois cada cartório determina um documento diferente, e sempre que for averbar ou registrar um imóvel georreferenciado, é necessário saber quais documentos o cartório exige, revise-os corretamente para evitar que o processo volte.

Seguir estas etapas, ajudará a otimizar seu tempo e auxiliará no desenvolvimento do processo montagem dos serviços de georreferenciamento.


Neste post, serão explanadas as técnicas que permitem posicionamento centimétrico para locação topográfica, entretanto, não será comentada a correção diferencial por satélite.

Atualmente, com o aumento da demanda de serviços topográficos no Brasil, a palavra produtividade está cada vez mais presente no dia a dia, como também estão os termos preço e custo benefício. A relação do tamanho e tempo do projeto x custo do equipamento se torna essencial na decisão da técnica de posicionamento a ser utilizada.

Antes de iniciar a construção, devem-se materializar, em campo, os pontos que definirão as posições estratégicas da obra, como eixos de uma rodovia, fundação de um edifício, pilares de uma ponte, divisas de lotes e assim por diante. Nesse sentido, a locação de pontos se faz essencial, pois um erro, durante o processo de locação, pode resultar, diretamente, em um erro da execução da obra.

Para a implantação de pontos, várias técnicas de posicionamento podem ser utilizadas, logo, os profissionais da área de agrimensura determinam qual delas usarão em suas aplicações conforme o tipo de trabalho, a técnica de posicionamento conhecida e o equipamento disponível.

O objetivo deste post é mostrar as diferentes variáveis e decisões que o profissional precisa saber na implantação de pontos. Abaixo, segue uma escada da evolução dos equipamentos usados para locação.

 

Um pouco da história no Brasil da locação topográfica:

Com a introdução da estação total nos anos 90, ocorreu a primeira quebra de paradigma na implantação dos pontos, ou seja, não era mais necessário puxar a trena após a determinação do ângulo utilizando o teodolito, isso gerou grande ganho de tempo e produtividade.

 

No início dos anos 2000, iniciou-se o uso da técnica RTK/UHF , através da qual o receptor GNSS permite que apenas um profissional estabeleça coordenadas centimétricas, em campo, desde que receba correções de outro receptor GNSS.

Na última década, o uso das técnicas RTK/GSM e RTK em rede vem se tornando a mais produtiva e praticada pelos profissionais da área, uma vez que mantém as características da anterior sem necessitar de um receptor base em campo.

 

Atualmente, na agricultura de precisão (AP) e no controle de máquinas da construção civil(CM), incorporaram-se os receptores GNSS, os quais recebem a correção diferencial centimétrica, dentro dos maquinários, guiando a máquina através do controle hidráulico e da interface gráfica com o usuário. Assim, devido à total necessidade da locação de pontos, seja na AP ou no CM, essas aplicações já foram agregadas às máquinas eliminando-se, portanto, o agrimensor do campo nesse tipo de trabalho.

Aplicações práticas na locação de pontos:

Para a construção de uma obra, por exemplo, inicialmente, é necessário realizar o levantamento topográfico do terreno de forma a fornecer subsídios para que o profissional responsável possa efetuar seu projeto.

Nesta aplicação, o objetivo principal é encontrar e materializar pontos projetados sobre a superfície do terreno, garantindo a correta posição relativa dos vértices projetados (coordenadas topográficas locais) ou a posição em relação a um sistema espacial de referência, como, por exemplo, pontos georreferenciados ao sistema de referência SIRGAS2000 (coordenadas UTM).

Para esse tipo de trabalho, é imprescindível uma precisão posicional ao nível de centímetro sendo, portanto, necessário o uso de uma estação total (topografia convencional) ou de receptores GNSS a partir das técnicas RTK/UHF, RTK/GSM ou, ainda, RTK em Rede.

 

1-  Utilizando Estação Total:

  1. a) Mecânico: o uso mecânico nada mais é do que um técnico operando, manualmente, a estação total visando ao prisma (fazer a leitura e focar). A imagem, abaixo, mostra um exemplo de locação utilizando o método de ângulos e distâncias. O dAZ é o ângulo que o operador deve mover até zerar e o DH# a distância que o auxiliar movimenta o prisma até o ponto a ser locado.

 

  1. b) Mecânica com laser pointer: como dito acima, o modo da locação continua sendo manual, porém a estação total tem um auxílio de laser (LumiGuide), tanto para ajudar o operador quanto o auxiliar em campo, que poderá definir o alinhamento do ponto através da luz guia. Sendo assim, aumentam-se a produtividade e a velocidade de locar os pontos em campo. Na imagem abaixo, há um exemplo de uma estação total com laser da Spectra Precision, a Focus 8:

 

 

  1. c) Tecnologia LockNGo – A FOCUS 30® possui um sensor de monitoramento que utiliza a tecnologia de rastreamento LockNGo e permite a estação total acompanhar o prisma automaticamente,  em todos os momentos, evitando que o operador tenha que focar o prisma durante a locação de pontos, reduzindo o tempo final da medição. Pode-se dizer que a Focus 30 persegue o prisma e já ajusta o foco automaticamente, ou seja, o operador da estação total apenas informará o auxiliar  as distâncias, no eixo, que deve seguir para completar a locação do ponto.

 

 

  1. d) Tecnologia Robótica:  Para manter o contato com o operador que está com o bastão e o prisma, a FOCUS 30® utiliza uma comunicação via rádio de 2,4Ghz. Uma vez estabelecidas as comunicações , todas as funções da FOCUS 30® podem ser controladas à distância, através de um coletor de dados com rádio, tornando possível a realização das medições com alta precisão ou até levantamentos topográficos sem auxiliar em campo.

 

2-  Utilizando a técnica RTK (UHF/GSM)

A técnica RTK, com receptores GNSS para locação, é rápida, precisa e ainda reduz o número de profissionais em campo quando comparada com o uso de estação total ou teodolito. Quanto à produtividade, o uso da técnica RTK, voltado à locação de estradas, terraplenagem, loteamentos, barragens, obras de redes pluviais e rede de esgoto, pode aumentar em até cinco vezes a velocidade de trabalho.

O uso do RTK só fica restrito ao ambiente de trabalho caso existam muitos obstáculos que interfiram na visibilidade dos satélites rastreados. As imagens, abaixo, mostram a tela do software na coletora locando em RTK , o caminho a ser percorrido de acordo com um azimute e a distância para dar referência ao usuário.

 

Conclusão:

Através do posicionamento com técnicas e métodos apresentados anteriormente, conclui-se que é possível obter resultados com diferentes níveis de precisão, dependendo do equipamento utilizado, da metodologia adotada e do processamento empregado.

Já no que concerne à locação de pontos, que as Estações Totais obterão coordenadas na casa de milímetros e os receptores GNSS de centímetros, bem como, que a obtenção de coordenadas em tempo real deverá ser feita conforme a necessidade de cada projeto.

 


Um receptor GPS/GNSS RTK é aquele que provê o posicionamento relativo cinemático em tempo real, chamado de Real Time Kinematic, o qual é uma técnica que vem evoluindo rapidamente e que permite ao operador obter informações, diretamente no campo, sem a necessidade de pós-processamento, e atingir uma posição centimétrica.

Este posicionamento oferece ao profissional de topografia uma maior agilidade, qualidade, rapidez, precisão e posicionamento em tempo real, ou seja, in loco. E pode ser usado em diversas aplicações.

O Agrimensor do Futuro lista abaixo as 10 principais aplicações de um receptor GPS/GNSS. Confira:

1) Locação – Construção Civil

Chama-se de locação a fase de pré-projeto na construção civil, na qual ocorre um levantamento prévio do terreno a fim de se obterem os locais onde serão feitos os alicerces e as fundações da obra. Depois de projetados estes pontos são localizados e implantados no terreno por posicionamento RTK.

2) Topografia em Geral

Profissionais da área de topografia podem utilizar a técnica RTK no levantamento dos pontos de controle/amarração da poligonal topográfica e em qualquer trabalho que adote as coordenadas planas retangulares UTM, entre eles o Georeferenciamento de Imóveis Rurais.

3) Obras Viárias

O termo infraestrutura se refere aos sistemas viários, de saneamento e de fornecimento de energia de uma cidade ou região. Em toda a fase destes sistemas, é necessária a obtenção de dados Georreferenciados como apoio a implementação dos mesmos.

4) Cadastro

Um cadastro designa o registro público, geralmente de bens de raiz. Tendo como o objetivo registrar uma feição/objeto e todas as características e propriedades desta. O cadastro é utilizado por empresas prestadoras de serviço e órgãos públicos que necessitam da informação geográfica georreferenciada para a tomada de decisões.

5) Mineração

Na mineração, a tecnologia de posicionamento GPS/GNSS é uma grande aliada nos trabalhos que envolvem altimetria, cálculo de volume, calculo de inventário de minério na locação de pontos de controle usados no monitoramento da estrutura da mina. Neste caso, usa-se o RTK que proporciona mais rapidez nos trabalhos uma vez que a correção de dados é feita no instante da coleta.

6) Prospecção de Petróleo:

O GNSS é muito importante no ramo petrolífero uma vez que é necessário saber onde perfurar, o tipo de equipamento a ser usado para a perfuração do solo e também cuidar da segurança dos seus dutos por meio da determinação da área de segurança dos mesmos.

7) Agricultura de Precisão:

O GPS tornou-se a base para a agricultura de precisão e, principalmente, nas usinas de açúcar e álcool, pois permite definir o melhor local de plantio, o momento certo para realizá-lo e as quantidades de insumos necessárias na produção. Tudo isso em áreas cada vez menores, possibilitando um controle preciso da localidade dos caminhões no escoamento da produção e maquinários na lavoura.

8) Batimetria

Nos trabalhos de batimetria, o método de posicionamento RTK pode ser usado a fim de determinar a localização correta dos pontos onde foi determinada a profundidade. Lembrando que o equipamento não calcula e nem possibilita a profundidade, ele apenas informa a posição geográfica de onde foram coletados os pontos.

9) Loteamento

É a subdivisão de áreas, denominadas Glebas, em lotes, com aberturas de novas vias de circulação para ampliação, modificação ou prolongamento dos lotes existentes.

10) Sísmica Terrestre

Consiste no estudo geológico da superfície terrestre com intuito da prospecção de petróleo através da análise das ondas sísmicas ocasionadas a partir da detonação de dinamites. A tecnologia GNSS é utilizada na determinação da posição de pontos a serem utilizados no mapeamento geodinâmico destas áreas.

 


Um levantamento topográfico refere-se a um conjunto de métodos e processos onde, seja por meio de medições topográficas (ângulos horizontais, verticais, distâncias horizontais ou inclinadas e diferença de nível) ou por meio do uso de receptores GNSS, realiza-se medições sobre a superfície terrestre com a finalidade de representação gráfica de uma porção do terreno sobre uma superfície plana.

Nesta aplicação espera-se uma precisão posicional ao nível de poucos centímetros para os pontos levantados. Considerando-se a topografia convencional, tais medições podem ser executas utilizando-se de Estações Totais (levantamentos planialtimétricos), níveis (levantamento altimétrico) ou ainda, com menor precisão, de teodolitos (levantamentos planialtimétricos ao nível de decímetros).

Pode-se ainda utilizar um receptor GNSS para esta finalidade. Neste caso, adota-se o uso da fase de batimento da portadora (receptores L1 e/ou L1/L2), pelo método relativo pós-processado, utilizando-se os métodos de posicionamento Estático, Rápido-Estático, Stop and Go e Cinemático.

 

O método Estático é caracterizado por tempos de posicionamento superiores a 20 minutos, enquanto no método rápido-estático os tempos de posicionamento são inferiores a 20 minutos. Nos dois métodos são gerados 1 arquivo de dados brutos para cada ponto levantado, os quais deverão ser processados a partir dos dados brutos coletados no ponto Base, onde nesta deve-se ter um receptor GNSS coletando as observáveis GNSS durante todo o tempo em que o receptor móvel estiver sendo utilizado. Estes dois métodos são mais indicados em áreas em que haja ocorrência significativa de obstruções necessitando, portanto, de um tempo maior de posicionamento para garantir a fixação das ambiguidades (solução fixa).

O método Stop and Go é indicado para o levantamento de áreas livres de obstruções, tornando-se vantajoso devido a possibilidade de redução no tempo de posicionamento. Normalmente adota-se um procedimento de inicialização, que consiste em posicionar sobre um ponto qualquer e deixá-lo rastreando as observáveis por pelo menos 5 minutos (podendo-se permanecer por um tempo maior caso julgue necessário). Em seguida, os demais pontos do levantamento serão observados com um tempo mais curto. Normalmente recomenda-se pelo menos 30 épocas para cada ponto. Nesse contexto, configurando-se os receptores Base e Rover com uma taxa de gravação de 1 segundo, bastariam 30 segundos de posicionamento nos demais pontos do levantamento. Vale salientar que caso haja perda de sinal durante o trajeto entre os pontos, haverá a necessidade de uma nova inicialização de pelo menos 5 minutos. Neste método será gerado apenas um arquivo de dados brutos, o qual deverá ser processado a partir dos dados brutos coletados no ponto Base.

O método cinemático é indicado para o levantamento de feições tais como estradas, córregos, limites de talhões, etc., e assim como o método Stop and Go, convém-se utilizá-lo em áreas livres de obstruções. A coleta das observações neste método será realizada configurando-se o receptor para armazenar os pontos pelo tempo ou pela distância percorrida, uma vez que o receptor móvel estará em movimento durante todo o trajeto.

Nos quatro métodos citados, em sequência ao pós-processamento dos dados, serão obtidas coordenadas com precisões ao nível de poucos centímetros. Convém salientar que o receptor Base não deverá estar a mais que 20 km dos pontos levantados, sendo este o raio de trabalho a ser adotado.

Ainda considerando-se a aplicação em Levantamentos Topográficos, pode-se utilizar das técnicas de posicionamento em tempo real (RTK). Estas se tornam mais produtivas e confiáveis uma vez que durante a etapa de levantamento tem-se as correções em tempo real, permitindo assim acompanhar a solução do vetor (fixo ou flutuante) e a precisão obtida no mesmo instante do levantamento. Nestas condições o tempo de posicionamento será rápido, uma vez que apenas uma época será necessária para registro de cada ponto de interesse.


Proposta de Valor da Utilização do receptor GNSS SF3050 como base híbrida para Agricultura de Precisão e do uso do receptor GNSS SF3040 na topografia em usinas de cana-de-açúcar.

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  • Introdução:
    A sistematização da área de plantio da cana está diretamente ligada ao conhecimento de todas as feições existentes em campo, bem como a determinação de todas as coordenadas geográficas com precisões centimétricas da área plantada e ao perfeito ordenamento de diferentes etapas a serem realizadas desde o preparo do solo até a colheita.
    Assim, será possível projetar todas as etapas mecanizadas na lavoura sem desperdiçar área, eliminando o pisoteamento da linha de plantio e compactando o solo adequadamente.
  • Concepção:
  • gnssFigura 1: Estações de Referências Ativas hibridas(E.R.A.H.) para Agricultura de Precisão e Topografia.A partir do projeto de implantação das Estações de Referência Ativas hibridas (E.R.A.H.), levando-se em consideração a topografia do terreno e o alcance dos rádios, são implantadas, em campo, estruturas físicas capazes de receberem os equipamentos que enviarão as correções de posicionamento para os tratores mecanizados(com piloto automático instalado) e receptores GNSS RTK e/ou Pós-processados com referências únicas em toda a área cultivada.
    A E.R.A.H. pode ser instalada em um ponto fixo e de maneira permanente ou, em sua concepção móvel, instalada em qualquer ponto da propriedade.

    gnss Figura 2 e 3: E.R.A.H. Fixa e móvel.

    • Equipamentos Utilizados:

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    Figura 4: Equipamentos e máquinas utilizados em campo.

    Na E.R.A.H. será instalado o receptor GNSS SF3050 , o qual estará conectado a dois rádios e enviará as observações de fase da onda portadora através dos rádios ADL da Pacific Crest e John Deere, isso permitirá o posicionamento centimétrico, em tempo real, do Receptor GNSS SF3040 da NAVCOM para topografia e de qualquer máquina agrícola da John Deere que esteja com o receptor GNSS SF3000 e com o conjunto de automação instalado.

    • Etapas da sistematização na usina de cana-de-açúcar:
    • gnss

     

    Tabela 1: Etapas do processo de sistematização

    Estas 3 etapas, se realizadas de maneira correta, permitem a otimização do uso do solo e o plantio considerando-se todos os detalhes da área e, por conseqüência, terá a melhor produtividade na colheita.
    O Projeto (PROJ) consiste na tomada de decisão realizada em escritório e está baseado nas informações obtidas com o desenho topográfico da área a ser utilizada e ao respectivo projeto realizado a ser implantado pela agricultura de precisão. Atualmente, já existem softwares específicos que permitem a automatização destas tarefas e a interface completa entre softwares e equipamentos utilizados em campo.

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    Figura 5 e 6: Análise Planialtimétrica em escritório e divisão de glebas.

    A Topografia(TOPO) é fundamental na sistematização, entretanto, algumas etapas ainda podem ser realizadas por antigas técnicas de posicionamento, assim como: níveis, estação total e receptores GNSS Pós-processados, estes, além de morosos, podem trazer posicionamento impreciso ao projeto. A utilização de receptores GNSS RTK permite a realização de levantamentos topográficos e locação de pontos, em campo, sem necessidade de retorno ao escritório.

    A agricultura de precisão(AGRI) é realizada através dos pilotos automáticos( receptores GNSS + Kit Hidráulico + Monitor de orientação) instalados nos tratores. Sem o conhecimento das feições do terreno, era utilizada a linha A-B na qual o tratorista determinava, em campo, a paralela a ser seguida. Hoje em dia, toda a linha de plantio, a ser realizada em campo, foi projetada e, minuciosamente, estudada em escritório antes da implantação em campo.

    Toda a preparação do solo, sulcação, é realizada com as informações da topografia, já o projeto e a implantação da curva de nível, o projeto da linha de plantio e colheita são realizados em escritório e, posteriormente, implantados em campo.
    • Benefícios do Projeto
    Para a sistematização do cultivo da cana-de-açúcar, é necessário o completo e total conhecimento da área plantada e uso da sequência das etapas propostas no fluxograma acima.
    A topografia é ferramenta essencial neste projeto, o uso da E.R.A.H. permite a utilização de todo maquinário agrícola tradicional e consagrado da John Deere em conjunto com os Receptores GNSS RTK da NAVCOM.
    No caso da utilização de Estação de Referência exclusiva para Agricultura, tornar-se-á necessária a utilização de Estação de Referência de Topografia redundante, aumentando, consideravelmente, o custo do projeto e o tornando impraticável em muitos casos. A demanda topográfica continuará necessária e poderá ser realizada através de técnicas de posicionamento já ultrapassadas, o que não permitirá a sequencia das etapas do projeto e comprometerá a sistematização da cana-de-açúcar.

Esta integração permitiu:
1- Substituição de antigas técnicas como níveis e receptores GNSS Pós-processados de outras marcas;
2- Realização do levantamento e locação da curva de nível e terraça em tempo real;
3- Otimização de todas as etapas da sistematização no cultivo da cana-de-açúcar.

  • Conclusão

A utilização de receptor GNSS RTK na topografia é essencial para a sistematização do cultivo da cana-de-açúcar. O uso de outras técnicas de posicionamento não permite a realização da correta ordem do fluxo de trabalho e gera atraso , retrabalho e imprecisão na sistematização


 

Por: Engº Me. Marcos Guandalini e Engº Paulo Borges

A evolução dos métodos de posicionamento vêm ao encontro das necessidades de campo do agrimensor, de modo a torná-lo um profissional mais versátil e eficiente. Como já dito no artigo “Como trabalhar com RTK em Rede no Brasil”, no blog do Agrimensor do Futuro, a possibilidade de trabalhar no método relativo na técnica RTK em Rede, durante um levantamento ou locação, é mais produtiva e vantajosa quando comparada com outros métodos de levantamento.

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Imagem 1: Evolução dos métodos de Posicionamento no Brasil.

Conforme depoimentos de usuários e estudos de caso de alguns alunos de renomadas universidades, verifica-se que, ao utilizar técnica RTK em Rede, a produção em campo é comprovadamente maior em relação à estação total ou RTK/UHF.

A fim de verificar e entender as vantagens desta técnica, compararemos tanto o desempenho em campo como também os custos gerados para manutenção da equipe durante a execução de uma mesma tarefa.

Seguindo a linha de evolução dos métodos de posicionamento no Brasil, analisaremos,através da tabela e dos gráficos abaixo, o desempenho das três técnicas de levantamento/implantação simultaneamente.

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Tabela 1: Comparação dos custos de uma equipe em campo em relação à metodologia de trabalho escolhida (Valores de Referência podem variar conforme capacitação profissional e região onde será prestado o serviço).

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Gráfico 1: Custo Mensal e Produtividade/Dia de cada técnica de posicionamento ao realizar levantamentos.

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Gráfico 2: Custo Mensal e Produtividade/Dia de cada técnica de posicionamento ao realizar a locação de Pontos.

 

Os gráficos e tabelas acima comprovam a vantagem financeira da técnica RTK em Rede sobre as demais técnicas. Como analisado no gráfico, uma equipe de topografia, composta por um operador e mais dois auxiliares em campo, é capaz de levantar cerca de 800 pontos ou implantar até 120 pontos por dia. Já quando utilizamos um conjunto RTK, é possível realizar o levantamento de até 2400 pontos por dia ou implantar cerca de 240 neste mesmo período.
Outra vantagem da técnica, se comparada com a técnica RTK/UHF, é a tecnologia de conexão GSM de transmissão do RTK em Rede. Com isto, não haverá obstruções para a transmissão da mensagem de correção conforme já mencionado no artigo “O que é o método Relativo na Técnica RTK/GSM?” do blog Agrimensor do Futuro.
Por conta disto, aplicações práticas em campo para a Técnica RTK em Rede são as mais variadas. Seguem, abaixo, alguns exemplos destas aplicações no ramo da agrimensura/cartografia.

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Imagem 1: Ambientes urbanos e rurais.

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Imagem 2: Obras de terraplanagem, drenagem, esgoto e etc.

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Imagem 3:  Obras fundações de edifícios, estacas, blocos e etc.

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Imagem 4: Locação de platôs e taludes.

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Imagem 5: Projetos de “as built”.

 

Portanto, fica evidente que há muitos benefícios no uso de um equipamento capaz de utilizar a tecnologia de correção denominada RTK em Rede, resultando numa produção de campo maior e em um custo operacional menor , bem como no contorno de problemas existentes às tecnologias precedentes.