Artigo Escrito pelo Eng. Túlio Mendes

Introdução    

Com a evolução de novos equipamentos nas áreas de topografia e geodesia é interessante o estudo e analise dos resultados obtidos por diferentes metodologias. Os equipamentos de determinação das coordenadas geográficas mais atuais proporcionam uma maior exatidão nas mensurações, facilitam a manipulação e diminui o tempo em campo, este último é um dos fatores mais interessantes para os usuários, devido a redução do custo da mão de obra in loco.

A obtenção de coordenadas geográficas tem por finalidade a determinação do perímetro da área, a dimensão, a posição da área no globo terrestre e outros produtos indispensáveis no dia a dia do profissional. Para realizar a determinação das dimensões e contornos de uma determinada área existem vários aparelhos dos quais dois serão citados: a Estação Total e o receptor GNSS, os quais tem uma considerável, diferença nos princípios de funcionamento. Sendo que o primeiro equipamento necessita que os pontos de interesse sejam intervisiteis entre si, já o segundo equipamento não necessita de visualização entre os pontos, pois se orientam por sinais de satélites e ondas de rádio.

Para qualquer tipo de levantamento seja ele com a Estação Total ou receptores GNSS são passiveis de erros em suas medidas. Abaixo serão detalhados os principais tipos de erros intrínsecos aos equipamentos.

Características e erros da Estação Total

         Neste item serão apresentados os erros inerentes à Estação Total. Em um levantamento topográfico podem haver três erros básicos relacionados às condições climáticas, equipamentos e do operador. Por mais confiantes que sejam os aparelhos e por mais cuidado que o operador tome ao proceder a um levantamento topográfico, as medidas obtidas jamais estarão isentas de erros, (VEIGA; ZANETTI; FAGGION, 2007). As fontes de erros poderão ser:

  • Condições ambientais: são causados por alterações nas condições ambientais, como o vento e temperatura. Um exemplo clássico é a alteração do comprimento da trena com a variação da temperatura.
  • Instrumentais: causados por problemas de ajuste do equipamento. Uma grande parte dos erros oriundos dos aparelhos pode ser reduzida adotando técnicas de verificação/retificação, calibração e classificação, além de técnicas particulares de observação.
  • Pessoais: originados por falhas do operador, como falta de atenção ao executar uma medição e cansaço.

Todos os três erros citados anteriormente são mais conhecidos como: Erros grosseiros, sistemáticos e aleatórios que serão detalhados a seguir.

Erros Grosseiros: Originados por engano na medida, leitura errada nos instrumentos e ou identificação de alvo, geralmente relacionados com a falta de atenção do observador ou falha no equipamento. E de responsabilidade do operador ter cuidados para impedir a sua ocorrência ou detectar a sua presença. A forma mais eficaz de verificar as falhas é realizar a repetição de leituras.

Erros Sistemáticos: São erros cuja intensidade e sinais algébricos podem ser determinados, adotando leis matemáticas ou físicas. Por serem erros com causas conhecidas eles podem ser evitados a partir de técnicas de observação ou até mesmo eliminados com a aplicação de fórmulas específicas. Esses tipos de erros são acumulativos ao longo do trabalho.

Erros Aleatórios: São aqueles que permanecem mesmo após a eliminação dos erros grosseiros e sistemáticos. São erros que não seguem nenhum tipo de lei e ora ocorrem num sentido ora noutro, tendendo a se neutralizar quando o número de observações é grande.

É importante lembrar que alguns erros se anulam durante a medição ou durante o processo de cálculo. Deste modo, um levantamento que visivelmente não apresenta erros, não significa estar necessariamente correto.

Características e erros das observáveis GNSS

Segundo Caldas (2014) todas as medidas realizadas a partir do GNSS, sejam a (pseudodistância ou fase da portadora) são vulneráveis a erros que prejudicam a precisão das posições levantadas.

De acordo com Monico (2008), o sistema global de navegação por satélite é composto por duas observáveis e que as mesmas permitem determinar a posição de um objeto, a velocidade e o tempo, são elas:

  • Pseudodistância a partir do código; e a
  • Diferença de fase da onda portadora.

Para realizar a medida da observável pseudodistância é necessário correlacionar o código gerado pelo satélite no momento da transmissão (tt) com sua réplica gerada no receptor no instante de recepção (tr). De acordo com Monico (2008) a equação da pseudodistância entre o satélite (s) e o receptor (r) pode ser descrita como:

(1)

Onde:

  • : distância geométrica entre o satélite, no instante de transmissão do sinal, e o receptor, no instante de recepção do sinal;
  • c: velocidade da luz no vácuo, em m/s;
  • : erro do relógio do receptor em relação ao tempo GPS, em segundos;
  • : erro do relógio do satélite em relação ao tempo GPS, em segundos;
  • : erro causado pela ionosfera, em metros;
  • : erro causado pela troposfera, em metros;
  • : erro causado pelo multicaminho, em metros;
  • : erro da medida de pseudodistância devido aos efeitos não modelados e aleatórios, em metros.

A medida da fase da onda portadora () (mais precisa que a pseudodistância) é realizada através da diferença entre a fase do sinal gerada no satélite, no momento que o mesmo transmite o sinal, e a fase gerada no receptor no momento da recepção do sinal. Somente uma medida fracionaria é obtida, restando os ciclos completos (inteiros), conhecido como ambiguidade (N). Monico (2008) descreve a equação da fase de abatimento da onda portadora como sendo:

(2)

Onde:

  • : frequência da fase;
  • fase gerada no satélite, na época de referência ;
  • fase recebida no receptor, na época de referência ;
  • ambiguidade da fase;
  • erro da fase da onda portadora.

O receptor mede a parte fracionaria da fase da onda portadora e contam o número de ciclos inteiros coletados no receptor, resultando em uma medida continua. A ambiguidade representada por () determina o numero de ciclos inteiros entre o satélite (s) e o receptor (r) no momento em que o receptor é ligado (MONICO, 2008).

A acurácia que pode ser obtida nas observáveis GNSS em relação à pseudodistância pode se aproximar em unidades métricas ou até mesmo em alguns decímetros, já na fase da onda portadora a acurácia obtida poderá ser de poucos centímetros ou até mesmo em unidades milimétricas, (MONICO, 2008).

Cabe ressaltar que, além das observáveis destacadas acima outras podem ser obtidas com o GNSS (variação Doppler, Razão Sinal Ruído (SNR) e outros). Como todas as observáveis envolvidas no processo de mensuração estão sujeitas a erros aleatórios, sistemáticos e grosseiros, alguns deles podem ser reduzidos e ou eliminados com certos procedimentos, (MONICO, 2008).

  • Erros aleatórios são inevitáveis e é considerado inerente da observação;
  • Erros sistemáticos podem ser modelados, reduzidos e ou eliminados por métodos de observações;
  • Erros grosseiros podem ser reduzidos a partir da atenção e o cuidado do usuário.

A Tabela 1 detalha as fontes e os efeitos dos erros sistemáticos envolvidos nas observáveis, considerando as fontes (satélite, propagação do sinal, receptor/ antena e a própria estação).

Tabela 1- Fontes dos erros e seus efeitos nas observações GNSS

Fontes Erros
Satélite Erro da órbita

Erro do relógio

Efeitos da Relatividade

Atraso entre as duas portadoras no hardware do satélite

Centro da fase da antena do satélite

Fase Wind-up

Propagação do Sinal Refração troposférica

Refração ionosférica

Perdas de ciclos

Multicaminho ou sinais refletidos

Rotação da Terra

Receptor/ Antena Erro do relógio

Erro entre os canais

Centro de fase da antena do receptor

Atraso entre as duas portadoras no hardware do receptor

Fase Wind-up

Estação Erros nas coordenadas

Multicaminho ou sinais refletidos

Marés terrestres

Movimento do pólo

Carga oceânica

Pressão atmosférica

Fonte: Adaptado de Monico, 2008.

Vale ressaltar que marés terrestres, cargas oceânicas e a atmosfera não são exatamente erros e sim variações que devem ser consideradas para o posicionamento de alta precisão.

Para obter uma melhor precisão no posicionamento por técnicas GNSS é necessária a minimização ou eliminação dos diferentes tipos de erros citados. A partir dos anos 2000, um dos principais fatores que interviam no posicionamento com GNSS foi desativada. Este erro denominado de Selective Availability (SA) proporcionou uma melhora nos posicionamentos após sua desativação, porém outro erro de grande relevância ainda permaneceu, a ionosfera. Após a desativação da SA a ionosfera se tornou a principal fonte de erro nos posicionamentos por GNSS (MATSUOKA, 2007).

Descrição da precisão nominal S800 – Stonex

            O receptor GNSS S800 é um equipamento robusto e possui as seguintes especificações: 555 canais, radio de 2w, suporta as constelações GPS, GLONASS, BEIDOU, GALILEO, QZSS, SBAS e IRNSS além de possibilitar ao usuário uma comunicação a partir de rede wi-fi com o receptor, essa comunicação permitirá acessar todas as configurações internas do receptor. Devido seu posicionamento ser corrigido em tempo real o receptor proporciona uma maior produtividade e a otimização do tempo em campo, gerando assim uma maior lucratividade, Figura 1.

A precisão de posicionamento se restringe de acordo com a metodologia adotada, detalhado na Tabela 2.

Tabela 2- Precisão posicionamento S800

Positioning
High Precision Static Surveying
Horizontal 2.5 mm + 1 ppm RMS
Vertical 2.5 mm + 1 ppm RMS
Code Differential Positioning
Horizontal <0.5 m RMS
Vertical <1.0 m RMS
SBAS Positioning
Horizontal <0.6 m RMS²
Vertical <1.2 m RMS²
Real Time Kinematic (<30 Km)
Fixed RTK Horizontal 8 mm + 1 ppm RMS
Fixed RTK Vertical 15 mm + 1 ppm RMS

Fonte: Adaptado, Manual Receptor S800 Stonex, 2018

Metodologia

O procedimento realizado em campo para a obtenção das coordenadas que serão tomadas como critério de comparação envolveram dois equipamentos distintos. A avaliação das coordenadas coletadas em campo irá adotar a Estação Total Ruide RTS 822R³ como referência de precisão.

Os equipamentos utilizados neste experimento são:  a Estação Total e o receptor GNSS modelo S800 da Stonex. Toda a comparação será realizada entre esses dois equipamentos.

A priori foram rastreados dois pontos correspondentes a estação (E1) e a ré (E0) para orientação da estação total. Os pontos E1 e E0 são estáticos com 10 minutos de posicionamento e foram processados e ajustados empregando a base (POLI) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o software GNSS Solutions. A tabela abaixo detalha as coordenadas e os erros das componentes horizontais e verticais.

Tabela 3 – Componente horizontal e vertical dos pontos de orientação da Estação Total.

E1 (Estação) Este Norte Altitude
Coordenadas (m) 328822.833 7395012.478 762.885
Precisão (m) 0.003 0.004 0.009
E0 (Ré) Este Norte Altitude
Coordenadas (m) 328828.200 7395034.673 761.956
Precisão (m) 0.004 0.006 0.007

Fonte: Adaptado relatório de processamento GNSS Solutions

Segue abaixo o momento da orientação da Estação Total a partir dos dois pontos rastreados com o método estático (E1 e E0), Figura 2.

Com a orientação do equipamento realizada podemos agora irradiar os pontos de interesse para determinação das coordenadas dos pontos P1 e P2 (Figura 3). A localização e a escolha dos pontos de interesse foram definidas levando em consideração as obstruções naturais, essa escolha é um dos parâmetros para a avalição dos erros cometidos com os receptores GNSS. É de extrema importância o teste realizado, principalmente coletando pontos em locais totalmente desfavoráveis, dessa forma pode-se analisar o desempenho dos receptores GNSS em condições diversas, condições essas estão presentes no dia a dia do profissional.

es

A coleta dos pontos P1 e P2 com o auxílio do receptor GNSS adotou a técnica RTK NTRIP utilizando a rede CEGAT e a base SPSP0. Lembra-se que esse método RTK NTRIP proporciona precisão horizontal de 0,010 m e na componente vertical de 0,025 m.

Resultados

Neste tópico serão detalhados os deltas (Δ) das coordenadas norte, este e altitude elipsoidal referente aos pontos de interesse, neste caso o P1 e P2.

Antes disso, segue abaixo a tabela das coordenadas utilizadas para a orientação da estação total (E1 e E2) (coordenadas pós processadas Tabela 3) e as coordenadas dos pontos adquiridos em baixo da vegetação (P1 e P2) como demonstrado na Figura 3, pontos esses serão utilizados para comparação, avaliação e validação do receptor GNSS S800 da Stonex.

Tabela 4: Coordenadas de orientação da estação total (E1/E2) e coordenadas dos pontos obstruídos por vegetação (P1/P2)

ESTAÇÃO TOTAL RUIDE R³
ID Norte Este Altitude
E1 7395012,478 328822,833 762,885
E0 7395034,673 328828,200 761,956
P1 7395063,888 328847,217 761,431
P2 7395026,987 328860,042 762,098

 

A próxima tabela detalha as coordenadas rastreadas com o auxílio do receptor S800. A apresentação da tabela facilita a compreensão dos dados coletados em campo.

Tabela 4: Coordenadas de orientação da estação total (E1a/E2a) e coordenadas dos pontos obstruídos por vegetação (P1a/P2a)

S800 – STONEX
ID Norte Este Altitude Solução
E1a 7395012,5000 328822,8170 762,9200 Fixo
E0a 7395034,7220 328828,1880 761,9710 Fixo
P1a 7395063,8363 328847,1588 761,5107 Fixo
P2a 7395026,9959 328860,0787 762,0637 Fixo

 

Abaixo segue o gráfico da comparação entre a Estação Total Ruide R³ orientada com pontos provenientes do posicionamento estático e o receptor GNSS S800 da Stonex. De acordo com o Gráfico 1 nota-se que a maior diferença entre as coordenadas está na altitude para o ponto P1 com valor de 0,080 m e a menor variação se encontra na coordenada norte com 0,009 m para o ponto P2. De acordo com a Figura 3 o ponto P1 e P2 estão situados em locais desfavoráveis para sua determinação, mesmo assim os erros apresentaram abaixo de 0,080 m. Lembra-se que todos os quatro pontos apresentaram solução fixa.

estação total

Conclusão

            Pode-se concluir a partir dos gráficos que o receptores GNSS Stonex S800 apresentam resultados satisfatórios mesmo em condições totalmente desfavoráveis para a coleta das coordenadas de interesse em comparação com as coordenadas obtidas com a Estação Total Ruide R³, onde a maior divergência foi de 0,080 m na altitude e 0,009 na componente norte.

Bibliografia

CALDAS, F. L. Análise de deformação da rede geodésica GNSS/SP com base na teoria da elasticidade. 94p. Presidente Prudente: [s.n], 2014.

MATSUOKA, M. T. Influência de diferentes condições da ionosfera no posicionamento por ponto com GPS: avaliação na região brasileira. 2007. 263p. Tese (Doutorado em Ciências Cartográficas) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Cartográficas, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente. 2007.

MONICO, J. F. G. Posicionamento pelo GNSS: Descrição, fundamentos e aplicações. 2º ed. São Paulo: Editora Unesp, 2008. 472p.

VEIGA, L. A. K.; ZANETTI, M. A. Z.; FAGGION, P. L. Fundamentos de topografia. 2007.

 


No Artigo passado, você aprendeu que agora já é possível utilizar o seu celular como coletora de dados, certo? (Se ainda não sabe como fazer isto, confira nosso último artigo por aqui).

Hoje, vamos te mostrar através de vídeos tutoriais, como você pode utilizar o aplicativo Cube-A para trabalhar como coletora de dados. Por isso, é fundamental que, se você ainda não tenha o aplicativo baixado no seu celular, clique no link acima para aprender como se faz o download.

Lembrando que o download do aplicativo é gratuito, e o único porém é que ele ainda não está disponível em português. Porém, basta saber um inglês básico para você conseguir utiliza-lo e, convenhamos, a economia que você terá ao utiliza-lo compensa aprender meia-dúzia de palavras em outro idioma, certo?

Afinal, apesar de ter sido feito pela Stonex e ter a mesma interface dos equipamentos da marca, como o GNNS STONEX S800, o Cube-A funciona com QUALQUER EQUIPAMENTO. Ou seja, ele vai te ajudar a economizar não importa qual seja a marca do seu GPS.

Então, vamos aos tutoriais:

  1. Para começar os trabalhos com o Cube-A como sua coletora de dados, segue vídeo inicial de configuração:

2. Locação de Dados:

3. Exportando Dados:

4. Configurando Base e Rover RTK no Cube-A:

5. Configuração RTK Ntrip no Cube-A para o GNSS S800

Como você pode ver nos vídeos, apesar de estar em inglês, é extremamente fácil de utilizar o Cube-A como coletora de Dados mesmo que você não fala a língua inglesa de forma fluente.

Caso tenha interesse em conhecer mais a respeito do Cube-A e como ele pode ser útil para o seu trabalho em campo, entre em contato com a equipe técnica da Alezi Teodolini, que é a empresa responsável por trazer esta tecnologia da Stonex para o Brasil.

Este é um assunto que já está está dando o que falar no mercado topográfico em 2017 e pode ter certeza que em 2018 vai estar com tudo.

Afinal, nossos smartphones já estão tão complexos e servem para tantas coisas, que já era hora de eles passarem a funcionar como coletora de dados também.

Até a próxima!

Quer conhecer mais sobre o S800, Receptor GNSS de alta performance da Stonex? Veja Este Artigo Aqui!


Você já viu aqui no Agrimensor do Futuro um artigo em que contávamos sobre o Receptor GNSS Stonex S800. O que você ainda não viu, que vamos te mostrar hoje, é que você pode utilizar o Stonex S800 (ou qualquer outro receptor gnss) com o seu celular como coletora de dados GPS.

Isso mesmo, ao invés de precisar de uma coletar de dados GPS só para isso, você pode baixar um aplicativo no seu celular e pronto: ele será sua coletora.

A melhor parte de tudo, ainda, é que esse aplicativo é gratuito.

O Aplicativo se chama Cube-A, foi criado pela Stonex, mas a grande notícia é que você pode utilizá-lo com equipamentos de QUALQUER MARCA.

Isso mesmo. Pense assim: quanto custa hoje uma coletora de dados GPS? O valor pode variar, claro, mas você pode por na conta aí de 3 a 10 mil reais para uma. Como o Cube-A, você consegue reduzir todo esse valor na hora de comprar o Aparelho.

E como ele é feito pela Stonex, ele vai ter a mesma interface dos equipamentos, como é o caso do Stonex S800 que te mostramos neste artigo aqui!

É bom se dizer que o único porém deste aplicativo é que ele ainda só está disponível em Inglês.

Porém, basta que você saiba o básico do básico, e tenha conhecimento no manuseio de equipamentos topográficos, para conseguir utilizá-lo mesmo que em outra língua.

Então, se você quer começar hoje a substituir a sua coletora de dados gps por seu celular, faça o seguinte:

– Utilizando o Celular, faça o download do aplicativo através deste Link:

FAÇA DOWNLOAD DO CUBE-A POR AQUI

Após o download, antes de acessar o aplicativo, você precisa seguir o seguinte passo-a-passo para colocá-lo em língua inglesa:

1) No seu celular, vá em Configurações

2) Depois em Gerenciamento Geral

3) Vá em Idioma e Entrada

4) Depois em Idioma

5) Adicionar o Idioma

6) Escolha

4) Escolha “English” e, em seguida, United States

5) Na tela inicial de Idiomas, coloque “English” em primeiro lugar, acima de Português

A partir daí, você já estará apto a utilizar seu celular como Coletora. A conexão com o aparelho acontece através de Bluetooth e, no próximo artigo, você vai ver através de vídeos tutorias, como o Cube-A Funciona!

Aguarde!


Se você acompanha o Agrimensor do Futuro, já deve ter visto por aqui nos post sobre o lançamento do Stonex S800, um receptor que vai muito além de um gps para medir terra.

Tem sido cada vez mais comuns recebermos relatos de clientes do equipamento elogiando a performance dele.

Por isso, hoje, mostraremos neste post alguns deste vídeos, para que você comprove com seus próprios olhos que realmente ele é muito mais do que um gps para medir terra.

Até mesmo pelo nome, já que ele é GNSS, e recebe 555 canais, sendo capaz de pegar constelações GPS, GLONNAS, GALILEO e BEIDOU.

Vamos então aos vídeos:

  1. S800 em Trabalho no Meio Da Mata – Parte 1

2. S800 em Trabalho no Meio Da Mata – Parte 2

3. S800 em Trabalho no Meio Da Mata – Parte 2

Como você pode perceber nos vídeos, o S800 consegue fixas pontos mesmo em um ambiente com condições extremamente adversas, como esta mata fechada no interior de Minas Gerais.

Isso acontece porque ele vai muito além de um gps para medir terra.

O Stonex S800 foi feito exatamente para resistir a situações adversas como as mostradas no vídeo. Até mesmo o design avançado do receptor foi feito desta forma para auxiliar na capacidade de rastreamento dele e assim amentar sua capacidade de resistência a interferências, como podemos acompanhar nos vídeos.

E o que mais chama atenção é que estes materiais estão sendo enviados por clientes após poucos dias de uso do equipamento.

Isso mostra que, além da capacidade de produzir resultados de alta performance, o S800 também é extremamente simples de manusear, sem grandes necessidades de treinamento e adaptações para quem já está no mercado.

Você pode conhecer mais sobre o STONEX S800 olhando este artigo aqui em que falamos sobre o lançamento dele. Confira AGORA!


Agora você também pode ter um Receptor de Alta Performance que vai muito além de um GPS Geodésico: o GNSS S800 da Stonex.

Se você deseja um receptor que vai muito além de ser um gps geodésico, já que ele capta 555 canais e suporta diversas constelações, como GPS, GLONASS, BEIDOU e GALILEO, então o Stonex S800 tem tudo o que você precisa.

QUE MAIS ELE TEM?

Além disso, o Stonex S800 conta também com:

  • Ntrip Habilitado e Radios de 2w
  • Bluetooth, Wi-FI, Web Ui
  • Memória de 8GB
  • 2 Baterias de 6800mAh
  • Possibilidade de Utilizar o Celular ou Tablet Como Coletora.

Ou seja, ele é a evolução de um GPS Geodésico.

Descubra como conhecer mais do Receptor GNSS Stonex S800 por aqui.

MAIS UMA NOVIDADE DO S800:

Mostrando como o Stonex S800 é uma evolução do tradicional GPS Geodésico, ele possui algo único no mercado:

Uma garantia de 2 Anos.

Isso mesmo.

Isso significa que, após adquirir o equipamento, caso, em até 2 anos, ele apresente algum problema de fabricação, você tem toda a garantia necessária para o conserto do se equipamento.

E sabe porque a garantia é tão longa?

Porque ele é extremamente confiável. E porque ele tem por trás toda a estrutura da Alezi Teodolini, com 40 anos de mercado, e que por isso pode disponibilizar para seus clientes este tipo de garantia única.

Qualquer manutenção necessária é feita no escritório da empresa em São Paulo, contando com técnicos treinados no fabricante no exterior.

Toda esta estrutura dá muito segurança aos clientes, que por isso tem optado cada vez mais por conhecer, testar e comprar o gps geodésico Stonex 800.

São diversos os relatos de clientes utilizando o equipamento, como você pode ver no vídeo abaixo.

Então é isso: Conheça agora mesmo mais detalhes do S800 e tenha para você esta solução robusta para seu trabalho em campo.


A otimização de processos tem sido um instrumento para a melhoria da prestação de serviços, a partir da simplificação, padronização, inovação e racionalização das atividades, contribuindo para uma melhor utilização dos recursos disponíveis. Otimizar serviços de georreferenciamento, é reduzir tempo de execução das etapas do processo do “geo” e aumentar a quantidade de certificações e registros em cartório, satisfazendo assim, seus clientes.

Realizar serviços de georreferenciamento de imóveis rurais sempre demandou muito trabalho e tempo, e nos dias de hoje, não se pode perder tempo em determinadas etapas de um serviço.

Baseando nisso, o Agrimensor do Futuro selecionou para você 7 dicas para reduzir o tempo do início ao fim na execução do processo do georreferenciamento de imóveis rurais.

– Documentos necessários

Após fechar o contrato do serviço, pegue todos os documentos necessários, tais como: Matrícula e/ou Título de Posse, Certidão Negativa de Débitos de Imóveis Rurais – ITR, Certificado de Cadastro de Imóvel Rural – CCIR, e documentos pessoal do proprietário, estes são os principais. Estude e retire o máximo de informação da matrícula, pois nela contém todas as características da propriedade e do proprietário.

– Execução do levantamento de campo

No cenário atual não se pode perder tempo executando serviços de levantamento de campo, pois isso demanda tempo e dinheiro. Então, obter um bom planejamento de campo faz com que você economiza tempo de dinheiro.

Ao sair para realizar o levantamento, é necessário que haja em planejamento de campo. Este planejamento de campo é fazer um conhecimento prévio da propriedade que será georreferenciada. As imagens de satélites disponibilizadas pelo Google Earth é uma ferramenta indispensável para nós agrimensores, pois auxilia no reconhecimento da propriedade. Assim, você ficará ciente qual é a melhor área para instalar a base e de onde irá começar seu levantamento.

Uma boa dica dessa etapa, é conferir se a propriedade confrontante já possui certificação no SIGEF, através da plataforma I3GEO do INCRA. Caso tenha, você poderá se basear nos vértices já certificados, porém é sempre fundamental levar em consideração a opinião do proprietário e as informações contidas na matrícula.

Nesta mesma etapa, são definidos os equipamentos que serão utilizados, e para otimizar o serviço verifique se estão devidamente carregados e sem problemas de funcionamento. Antes de ir à campo, certifique que não se esqueceu de nenhum equipamento.

Trabalhe sempre com equipamentos calibrados e certificados, caso seu equipamento sofra algum dano, procure uma assistência técnica, e desse modo, evitará transtornos futuro e não voltará à campo por um erro sistemático.

E durante o levantamento de campo, procure coletar os documentos e informações dos confrontantes, isso impedirá que você volte para a propriedade.

– Processamento dos dados coletados

Com a vinda da tecnologia dos receptores GNSS RTK, otimizou muito o processamento dos dados coletados, economizando assim muito tempo em campo e no escritório. Na nossa área, reduzir o tempo é sinônimo de faturamento, investir em um equipamento desse é uma boa para você.

– Elaboração de mapa, memorial descritivo e geração de planilha ‘ods’

Otimizar nesta etapa é essencial para não passar horas em frente ao computador elaborando mapas, memoriais e planilhas. Existem no mercado softwares de elaboração e edição de mapas, geração de memoriais descritivos e planilhas de formato ‘ods’. O DataGeosis é um software de topografia e geodésia, e se destaca por possuir uma interface simplificada e atender todos os requisitos da 3ª norma técnica de georreferenciamento do INCRA. Adquirir um software desse modelo, otimizará seus dias de serviços no escritório.

– Carta de anuência de confrontantes

Coletar as assinaturas dos confrontantes é uma das etapas mais burocráticas e demoradas do processo de georreferenciamento. Certo que, há casos que uma propriedade tem uma quantidade imensa de confrontantes e residem em outros municípios entre outras situações, que dificultam a coleta das assinaturas.

Dessa forma, quando o confrontante residir em outro município, procure saber corretamente a sua localidade, evitando o envio incorreto. Caso correto, envie de forma rápida e com confirmação de que o documento chegou ao seu destino.

Existem situações de que os confrontantes não são encontrados, e uma forma de procura-los é tornar isto público, através do cartório de registros públicos, que tem o dever de procura-los.

– Certificação no SIGEF

Com a certificação eletrônica do SIGEF, o cotidiano do agrimensor teve uma grande revolução, que otimizou todo o processo de certificação do geo. Porém, ao certificar deve tomar os devidos cuidados, para não certificar com erros na planilha. Certificar um processo pode levar poucos dias para ser aprovado, mais pedir um cancelamento pode demorar muitos dias ou até meses, tornando seu serviço mais demorado.

É muito comum, que profissionais enviam planilhas com erros grosseiros, então é muito importante revisar as planilhas com muita atenção antes de enviar.

Ao certificar planilhas com erros, o profissional habilitado pode sofrer punições severas e o INCRA pode até suspende-lo de assinar serviços de geo.

– Registro no cartório

Essa etapa é a mais burocrática, pois cada cartório determina um documento diferente, e sempre que for averbar ou registrar um imóvel georreferenciado, é necessário saber quais documentos o cartório exige, revise-os corretamente para evitar que o processo volte.

Seguir estas etapas, ajudará a otimizar seu tempo e auxiliará no desenvolvimento do processo montagem dos serviços de georreferenciamento.


Um receptor GPS/GNSS RTK é aquele que provê o posicionamento relativo cinemático em tempo real, chamado de Real Time Kinematic, o qual é uma técnica que vem evoluindo rapidamente e que permite ao operador obter informações, diretamente no campo, sem a necessidade de pós-processamento, e atingir uma posição centimétrica.

Este posicionamento oferece ao profissional de topografia uma maior agilidade, qualidade, rapidez, precisão e posicionamento em tempo real, ou seja, in loco. E pode ser usado em diversas aplicações.

O Agrimensor do Futuro lista abaixo as 10 principais aplicações de um receptor GPS/GNSS. Confira:

1) Locação – Construção Civil

Chama-se de locação a fase de pré-projeto na construção civil, na qual ocorre um levantamento prévio do terreno a fim de se obterem os locais onde serão feitos os alicerces e as fundações da obra. Depois de projetados estes pontos são localizados e implantados no terreno por posicionamento RTK.

2) Topografia em Geral

Profissionais da área de topografia podem utilizar a técnica RTK no levantamento dos pontos de controle/amarração da poligonal topográfica e em qualquer trabalho que adote as coordenadas planas retangulares UTM, entre eles o Georeferenciamento de Imóveis Rurais.

3) Obras Viárias

O termo infraestrutura se refere aos sistemas viários, de saneamento e de fornecimento de energia de uma cidade ou região. Em toda a fase destes sistemas, é necessária a obtenção de dados Georreferenciados como apoio a implementação dos mesmos.

4) Cadastro

Um cadastro designa o registro público, geralmente de bens de raiz. Tendo como o objetivo registrar uma feição/objeto e todas as características e propriedades desta. O cadastro é utilizado por empresas prestadoras de serviço e órgãos públicos que necessitam da informação geográfica georreferenciada para a tomada de decisões.

5) Mineração

Na mineração, a tecnologia de posicionamento GPS/GNSS é uma grande aliada nos trabalhos que envolvem altimetria, cálculo de volume, calculo de inventário de minério na locação de pontos de controle usados no monitoramento da estrutura da mina. Neste caso, usa-se o RTK que proporciona mais rapidez nos trabalhos uma vez que a correção de dados é feita no instante da coleta.

6) Prospecção de Petróleo:

O GNSS é muito importante no ramo petrolífero uma vez que é necessário saber onde perfurar, o tipo de equipamento a ser usado para a perfuração do solo e também cuidar da segurança dos seus dutos por meio da determinação da área de segurança dos mesmos.

7) Agricultura de Precisão:

O GPS tornou-se a base para a agricultura de precisão e, principalmente, nas usinas de açúcar e álcool, pois permite definir o melhor local de plantio, o momento certo para realizá-lo e as quantidades de insumos necessárias na produção. Tudo isso em áreas cada vez menores, possibilitando um controle preciso da localidade dos caminhões no escoamento da produção e maquinários na lavoura.

8) Batimetria

Nos trabalhos de batimetria, o método de posicionamento RTK pode ser usado a fim de determinar a localização correta dos pontos onde foi determinada a profundidade. Lembrando que o equipamento não calcula e nem possibilita a profundidade, ele apenas informa a posição geográfica de onde foram coletados os pontos.

9) Loteamento

É a subdivisão de áreas, denominadas Glebas, em lotes, com aberturas de novas vias de circulação para ampliação, modificação ou prolongamento dos lotes existentes.

10) Sísmica Terrestre

Consiste no estudo geológico da superfície terrestre com intuito da prospecção de petróleo através da análise das ondas sísmicas ocasionadas a partir da detonação de dinamites. A tecnologia GNSS é utilizada na determinação da posição de pontos a serem utilizados no mapeamento geodinâmico destas áreas.

 


O Galileo é o sistema europeu de navegação global por satélites que nasceu da iniciativa comum entre a União Européia e a Agência Espacial Européia (ESA) com o propósito de ser o primeiro sistema de navegação Mundial para fins civis, aberto à cooperação internacional e à exploração em regime comercial. O sistema Galileo foi projetado para possuir em seu segmento espacial 30 satélites, divididos em três planos orbitais, com uma altitude de 23222 km e uma inclinação de 56 em relação ao equador. Os satélites serão distribuídos de maneira uniforme, tendo um satélite de stand by em cada plano caso haja alguma falha em algum satélite em operação, o período orbital será de 14 horas. Com estas características, os engenheiros e pesquisadores da ESA acreditam que a probabilidade de rastrear pelo menos 4 satélites e fazer posicionamento em qualquer lugar do mundo é maior que 90%. Outra configuração importante do Galileo é a inclinação das órbitas que foram planejadas de uma forma a assegurar uma boa cobertura, inclusive em latitudes polares que são mal servidas pelo sistema GPS americano (NAVSTAR-GPS).

 

GIOVE-A (Fonte: ESA 2012)

Os dois primeiros satélites do sistema Galileo, GIOVE-A e GIOVE-B, foram lançados, respectivamente, em 28 de Dezembro de 2005 e 27 de abril de 2008, sendo que o primeiro teve como tarefa vital proteger as frequências de rádio, provisoriamente, reservadas pela União Internacional de telecomunicações ao Galileo e o segundo utilizado em experimentos de validação de relógio e na calibração do sistema.

Ambos os satélites GIOVE serão realocados no espaço após cumprirem suas missões de validação, ou seja, eles serão movidos a uma “órbita cemitério” com o objetivo de abrir caminho para os novos Satélites IOV que serão utilizados nos primeiros testes de posicionamento utilizando apenas o sistema Galileo.

Em 21 de outubro de 2011 foram lançados, em órbita, os dois primeiros satélites IOV e os outros dois mencionados no dia 12 de outubro de 2012, completando o ciclo através da plataforma de lançamento do centro Europeu localizado na Guiana Francesa.

 

Este é considerado um marco significativo para o programa Galileo, porque quatro é o número mínimo exigido para correções de navegação, ou seja, para realizar o posicionamento utilizando-se apenas dados do segmento espacial Galileo, o que, juntamente com parte do segmento de controle (Terra) e simuladores avançado, será possível validar o sistema Galileo como um todo.

 

Esta fase de validação será seguida pela implantação de mais satélites e componentes do segmento de controle (Terra) para alcançar a “plena capacidade operacional”. Depois disto, os usuários no terreno podem explorar os serviços.
O Galileo proporcionará aos usuários: maior precisão, maior disponibilidade e maior cobertura.

  • Precisão: o Uso combinado GPS-Galileo (em comparação com GPS por si só) proporcionará o maior número de satélites disponíveis para o usuário, bem como maior precisão. Da maioria das localidades, 6-8 satélites Galileo serão visíveis o que em combinação com os sinais de GPS, vai permitir as posições serem determinadas até dentro de poucos centímetros.
  • Disponibilidade: O elevado número de satélites também vai melhorar a disponibilidade dos sinais em cidades altamente edificadas, nas quais os edifícios podem obstruir sinais de satélites baixos no horizonte.
  • Cobertura o Galileo também irá fornecerá uma melhor cobertura em latitudes elevadas do que o GPS, graças à localização e inclinação dos satélites. Isto será, particularmente, interessante para o Norte da Europa.

Em outubro de 2010 durante a Conferência de Navegação Europeia, a ESA informou sua intenção que de declarar o sistema operacional tão logo a constelação espacial atingirá o número de 18 satélites que está programado para ocorrer entre 2014 e 2015.

 


Receptor GNSS SF3040 – Com Tecnologia Starfire, é o equipamento com o maior número de possibilidades do calculo do método relativo no mercado.

Alezi Teodolini, representante da NAVCOM no Brasil, anuncia um novo recurso para seus receptores GNSS, o STARFIRE Over IP. Esta opção permite aos usuários acessarem as correções StarFire através da Internet, dando-lhes acesso a um posicionamento confiável e preciso ao nível de 5 centímetros, sem a necessidade de uma Estação de Referência.
O sinal de correção StarFire da NavCom oferece cinco centímetros de precisão horizontal em todo o mundo usando o método de posicionamento absoluto preciso. O serviço esta disponível em tempo integral através do envio da correção STARFIRE, por sete satélites da IMARSAT, estando agora disponível também via internet. O sistema possui 40 Estações de Referência terrestres ao redor do mundo, as quais permitem corrigir as efemérides transmitidas e o erro do relógio dos satélites.

Atualmente o receptor GNSS SF3040 é disponibilizado ao mercado mundial com o sinal “STARFIRE LIFETIME”, ou seja, a correção mundial de 5 cm é gratuita por tempo indeterminado. Após 1 ano de comercialização do produto e diversos testes de campo a equipe técnica da Alezi Teodolini concluiu que para atingir a precisão de 5 cm em campo, utilizando-se o receptor GNSS SF3040, necessita-se efetuar uma inicialização de 40 min, quando a área a ser levantada não possui nenhum ponto conhecido. Nos casos em que houver um ponto conhecido, basta realizar a inicialização (Quick Start) neste ponto por um período de 50 segundos, obtendo-se a precisão de forma rápida e eficiente. Nas situações de bloqueio do sinal de correção dos satélites IMARSAT é necessário realizar novamente o procedimento de incialização, podendo-se utilizar o último ponto registrado no modo Quick Start.

Além do posicionamento absoluto preciso, o receptor GNSS SF3040 permite a coleta nos métodos relativos utilizando-se as técnicas pós-processado e em tempo real (RTK/UHF, RTK/GSM e RTK em REDE), simultaneamente ao recebimento das correções STARFIRE por satélite ou IP. Como todos estes recursos, o receptor SF3040 é o equipamento com o maior número de possibilidades para realizar um posicionamento GNSS no mercado.

 

Em testes realizados no Brasil nas áreas urbanas, o receptor SF3040 apresentou perdas constantes de recepção da correção STARFIRE, devido à obstrução dos sinais dos satélites. Nestas condições, foi desenvolvido a capacidade de receber a correção STARFIRE por um IP, permitindo-se assim, mesmo em locais urbanos, o acesso às correções STARFIRE por meio de uma conexão GSM(Global System Mobile).

A capacidade de acessar correções StarFire através da internet proporciona aos nossos clientes uma maior confiabilidade em sua utilização. Além da disponibilidade das correções StarFire 24h via satélite, os usuários passam a ter acesso às correções StarFire em situações nas quais há obstruções que impedem a recepção, tais como profundos cânions urbanos ou locais de latitude muito altas, desde que se tenha acesso à telefonia móvel via conexão.


Proposta de Valor da Utilização do receptor GNSS SF3050 como base híbrida para Agricultura de Precisão e do uso do receptor GNSS SF3040 na topografia em usinas de cana-de-açúcar.

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  • Introdução:
    A sistematização da área de plantio da cana está diretamente ligada ao conhecimento de todas as feições existentes em campo, bem como a determinação de todas as coordenadas geográficas com precisões centimétricas da área plantada e ao perfeito ordenamento de diferentes etapas a serem realizadas desde o preparo do solo até a colheita.
    Assim, será possível projetar todas as etapas mecanizadas na lavoura sem desperdiçar área, eliminando o pisoteamento da linha de plantio e compactando o solo adequadamente.
  • Concepção:
  • gnssFigura 1: Estações de Referências Ativas hibridas(E.R.A.H.) para Agricultura de Precisão e Topografia.A partir do projeto de implantação das Estações de Referência Ativas hibridas (E.R.A.H.), levando-se em consideração a topografia do terreno e o alcance dos rádios, são implantadas, em campo, estruturas físicas capazes de receberem os equipamentos que enviarão as correções de posicionamento para os tratores mecanizados(com piloto automático instalado) e receptores GNSS RTK e/ou Pós-processados com referências únicas em toda a área cultivada.
    A E.R.A.H. pode ser instalada em um ponto fixo e de maneira permanente ou, em sua concepção móvel, instalada em qualquer ponto da propriedade.

    gnss Figura 2 e 3: E.R.A.H. Fixa e móvel.

    • Equipamentos Utilizados:

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    Figura 4: Equipamentos e máquinas utilizados em campo.

    Na E.R.A.H. será instalado o receptor GNSS SF3050 , o qual estará conectado a dois rádios e enviará as observações de fase da onda portadora através dos rádios ADL da Pacific Crest e John Deere, isso permitirá o posicionamento centimétrico, em tempo real, do Receptor GNSS SF3040 da NAVCOM para topografia e de qualquer máquina agrícola da John Deere que esteja com o receptor GNSS SF3000 e com o conjunto de automação instalado.

    • Etapas da sistematização na usina de cana-de-açúcar:
    • gnss

     

    Tabela 1: Etapas do processo de sistematização

    Estas 3 etapas, se realizadas de maneira correta, permitem a otimização do uso do solo e o plantio considerando-se todos os detalhes da área e, por conseqüência, terá a melhor produtividade na colheita.
    O Projeto (PROJ) consiste na tomada de decisão realizada em escritório e está baseado nas informações obtidas com o desenho topográfico da área a ser utilizada e ao respectivo projeto realizado a ser implantado pela agricultura de precisão. Atualmente, já existem softwares específicos que permitem a automatização destas tarefas e a interface completa entre softwares e equipamentos utilizados em campo.

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    Figura 5 e 6: Análise Planialtimétrica em escritório e divisão de glebas.

    A Topografia(TOPO) é fundamental na sistematização, entretanto, algumas etapas ainda podem ser realizadas por antigas técnicas de posicionamento, assim como: níveis, estação total e receptores GNSS Pós-processados, estes, além de morosos, podem trazer posicionamento impreciso ao projeto. A utilização de receptores GNSS RTK permite a realização de levantamentos topográficos e locação de pontos, em campo, sem necessidade de retorno ao escritório.

    A agricultura de precisão(AGRI) é realizada através dos pilotos automáticos( receptores GNSS + Kit Hidráulico + Monitor de orientação) instalados nos tratores. Sem o conhecimento das feições do terreno, era utilizada a linha A-B na qual o tratorista determinava, em campo, a paralela a ser seguida. Hoje em dia, toda a linha de plantio, a ser realizada em campo, foi projetada e, minuciosamente, estudada em escritório antes da implantação em campo.

    Toda a preparação do solo, sulcação, é realizada com as informações da topografia, já o projeto e a implantação da curva de nível, o projeto da linha de plantio e colheita são realizados em escritório e, posteriormente, implantados em campo.
    • Benefícios do Projeto
    Para a sistematização do cultivo da cana-de-açúcar, é necessário o completo e total conhecimento da área plantada e uso da sequência das etapas propostas no fluxograma acima.
    A topografia é ferramenta essencial neste projeto, o uso da E.R.A.H. permite a utilização de todo maquinário agrícola tradicional e consagrado da John Deere em conjunto com os Receptores GNSS RTK da NAVCOM.
    No caso da utilização de Estação de Referência exclusiva para Agricultura, tornar-se-á necessária a utilização de Estação de Referência de Topografia redundante, aumentando, consideravelmente, o custo do projeto e o tornando impraticável em muitos casos. A demanda topográfica continuará necessária e poderá ser realizada através de técnicas de posicionamento já ultrapassadas, o que não permitirá a sequencia das etapas do projeto e comprometerá a sistematização da cana-de-açúcar.

Esta integração permitiu:
1- Substituição de antigas técnicas como níveis e receptores GNSS Pós-processados de outras marcas;
2- Realização do levantamento e locação da curva de nível e terraça em tempo real;
3- Otimização de todas as etapas da sistematização no cultivo da cana-de-açúcar.

  • Conclusão

A utilização de receptor GNSS RTK na topografia é essencial para a sistematização do cultivo da cana-de-açúcar. O uso de outras técnicas de posicionamento não permite a realização da correta ordem do fluxo de trabalho e gera atraso , retrabalho e imprecisão na sistematização