Se você sempre quis saber como mexer numa Estação Total, a Alezi Teodolini agora pode de ajudar de forma remota, com o Curso Online de Estação Total.

O Curso Online de Estação Total foi feito pela Equipe Técnica da Alezi Teodolini, e tem como intuito ajudar aqueles profissionais que ainda não sabem manusear uma estação total ou pessoas que querem entrar na área e precisam se capacitar antes.

O Curso Online de Estação mistura teoria e prática. Assim, o aluno consegue aprender conceitos básicos de Topográfica, além de entender melhor como funciona a Estação Total e como ela é usada em campo.

Para você ter uma idéia, estas são as aulas do Curso Online de Estação Total da Alezi Teodolini:

Aula Inicial:

Introução e Apresentação das Aulas

AULA 1
INTRODUÇÃO À TOPOGRAFIA: CONCEITOS BÁSICOS

AULA 2
REVISÃO MATEMÁTICA E COORDENADAS POLARES E RETANGULARES

AULA 3
RUMO, AZIMUTE E DISTÂNCIAS

AULA 4
ESCALAS

AULA 5
CONCEITOS E EQUIPAMENTOS BÁSICOS PARA UM LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO E COMPONENTES DE UMA ESTAÇÃO TOTAL6

AULA 6
TÉCNICAS DE LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO

AULA 7
PRINCIPAIS FERRAMENTAS DA ESTAÇÃO TOTAL ESTAÇÃO TOTAL RUIDE RTS E EXECUÇÃO DE LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO

AULA 8
LOCAÇÃO

O Curso Online de Estação Total é 100% remoto, ou seja, ele é feito pelo computador.

Após a confirmação de pagamento, o usuário recebe em seu email o Link de Acesso e, a partir daí, ele tem 6 meses para completar as aulas no ritmo dele. Pode ser feito em qualquer horário e pode repetir as aulas quantas vezes quiser.

O conteúdo é bastante prático e otimizando. Para você ter uma idéia, em apenas 2 horas você é capaz de assistir todo o conteúdo, mas é claro que recomenda-se que você veja cada aula com calma, e procure sempre aplicar na prática tudo que aprender ali.

Se você tem interesses em saber mais sobre o Curso Online de Estação Total, clique aqui


 

Os Vants (Veículos Aéreo Não Tripulado) conhecidos também como Drone, estão conquistando e conquistaram profissionais de mapeamento que atuam em diversas áreas, por ser um equipamento muito rentável.

É perceptível que a captação de imagens com drone é o primeiro passo dentro de um processo mais complexo, que exige conhecimentos específicos multidisciplinares como, cartografia, fotogrametria, processamento digital de imagens, topografia e geoprocessamento.

Neste contexto, o Agrimensor do Futuro traz para você 5 dicas para fazer levantamento com drone.

– Conhecimento sobre a fotogrametria básica

Sabe-se que todo produto gerado por um drone é oriundo da fotogrametria, e obter conhecimentos básicos sobre fotogrametria é essencial para os profissionais que atuam e atuarão no levantamento com drone.

A fotogrametria é uma tecnologia que permite interpretar e medir por meio das imagens capturadas pelos sensores, e por traz de toda essa tecnologia, existem alguns parâmetros que são fundamentais para gerar o produto final que tanto desejamos.

Dessa forma, se você conhecer estes parâmetros, certamente irá fornecer produtos de ótima qualidade aos seus clientes e sairá muito bem em casos de algum problema no levantamento e no processamento das imagens.

– Planejamento de voo do Levantamento com Drone

O planejamento de voo é a primeira etapa do levantamento aerofotogramétrico com drone.

Assim cada fabricante de drone adota seu próprio software para realizar o planejamento de voo, que funciona parcialmente de forma automática, apesar disso, é necessário inserir algumas informações, e é neste momento que são aplicados os conhecimentos básicos da fotogrametria.

Existe no mercado softwares de planejamento de voo que são disponibilizados de forma gratuita e são totalmente eficientes para esta etapa.

Nesta etapa que são definidos os parâmetros: área que será levantada, modelo da câmera/distância focal, altura de voo, ângulo do voo, a velocidade da aeronave, a sobreposições das fotos, escala, tamanho do GSD (Ground Sample Distance – Tamanho da Amostra de Terra), área de segurança determinada pela ANAC, ponto de decolagem e pouso do drone, a partir desses parâmetros são gerados os resultados da quantidade de fotos, tempo de disparo da foto, percurso e tempo de voo.

O planejamento de voo ou usualmente dito plano da missão nada mais é que o planejamento do levantamento de campo em si, portanto é de suma importância o conhecimento básico desses parâmetros fotogramétricos, para não obter erros durante a execução no levantamento de campo, e se obter algum erro nesta etapa todo o seu trabalho será jogado fora.

– Execução do levantamento com Drone

Ao realizar o levantamento com o drone primeiramente é importante executar um bom plano de missão, ter o conhecimento da autonomia de voo da aeronave, tempo da bateria e o tipo de sensor da câmera embarcada, isso tudo deve ser levado em consideração para que o levantamento seja bem executado e não causar transtornos com a aeronave.

Em determinados trabalhos, são recomendados que não realizem voos com muita incidência de ventos e sombras, pois isso pode prejudicar a interpretação na imagem e eventualmente com o vento forte derrubar seu drone.

Para um trabalho mais preciso, o uso de pontos de controle é indispensável, isso proporciona confiabilidade nos resultados gerados apurando o produto final.

Evite pousos bruscos com seu drone/vant, isso provoca descalibração da câmera, acarretando erro sistemático para o produto final, além de danificar a aeronave.

– Processamento de imagens aéreas do Levantamento com Drone

O processamento das imagens gera a ortofoto, mosaico e ortomosaico. A ortofoto é o produto gerado a partir da transformação de uma foto original em uma foto onde os deslocamentos devido ao relevo e a inclinação da fotografia são eliminados, ou seja, uma correção geométrica nas fotos, este processo é conhecido como ortorretificação. O mosaico é o agrupamento das fotos em relação a sobreposição. E a ortomosaico é um mosaico constituído pelas ortofotos.

Hoje em dia no mercado, existem diversos softwares de processamento de imagens aéreas, procure utilizar os que possuam ferramentas completas, de interface simplificada e dinâmica, pois o que muda nesses programas é a qualidade final do produto.

Além disso, busque realizar treinamentos e consultorias do software que está utilizando e que será utilizado, pois assim, você pode desfrutar de todos os recursos que o programa te oferece.

– Produto final do Levantamento com Drone

A partir do ortomosaico são gerados os modelos digitais da superfície e do terreno, e assim aplicando um pós-processamento resultam em diversos produtos, tais como, nuvens de pontos, variação da declividade, a hipsometria, o NDVI, falhamentos em plantios e entre outros.

Para obter um produto final de qualidade é necessário seguir todas essas dicas. Os drones são equipamentos poderosíssimos que oferece uma infinidade de serviços em diversas áreas. Trabalhar com este equipamento demanda conhecimentos específicos, que se praticados, você alcançará todos os objetivos dos serviços prestados com qualidade e excelência.

 


Serviços de Vant: O veículo aéreo não tripulado (VANT) é uma aeronave operada sem a presença de operador a bordo, ou seja, controlada remotamente, e não possui tripulantes e passageiros. As palavras Drone e RPA (Aeronave Remotamente Pilotada), são termos referente a uma aeronave do tipo VANT.

O uso do VANT hoje em dia, vem ganhando mais espaço na área da agrimensura. Realizar serviços com o VANT é tornar o mapeamento de médio, pequeno e micro formato mais eficiente, pois otimiza o trabalho dos profissionais que buscam uma boa qualidade e agilidade na captação de dados geográficos.

Os principais componentes de um Vant são: sensor de imageamento, o receptor GNSS e o sistema inercial (IMU). O sensor de imageamento nada mais é que uma câmera de resolução elevada, podendo ser um sensor passivo (sistemas fotográficos) ou ativo (radar e laser). O receptor GNSS, é o equipamento que coleta as coordenadas para georreferenciar as imagens. E o inercial, que é um equipamento que permite medir os parâmetros de aceleração linear, e a velocidade angular dos 3 eixos tridimensionais (ω,φ,κ) de uma aeronave, possibilitando assim uma melhor precisão dos dados.

Atualmente, os Vants estão sendo fabricados com a tecnologia receptor GNSS RTK (Real Time Kinematic), o que torna o produto final mais preciso e confiável. Com esse novo método, não é necessário utilizar os pontos de controle, e também proporciona que o plano de voo e o software de controle se conectam com a base, transmitindo um sinal de correção para o rover a bordo da aeronave.

São inúmeros os tipos de serviços de Vant aplicados na área da agrimensura. Os serviços são: atividades agropecuárias (falha em plantio, monitoramento da saúde das plantações, contagem de gados e entre outros), modelo digital de superfície (MDS), modelo digital de terreno (MDT), mapeamento de imagens 3D, cálculo de volume, monitoramento de estruturas, monitoramento meteorológicos, monitoramento de risco naturais, combate ao incêndio, inspeção de plataformas de petróleo, dentre muitos outros usos que já existem ou ainda estão por vir.

Neste contexto, o agrimensor do futuro traz para você 3 áreas que utilizam serviços do Vant.

– SERVIÇOS DE TOPOGRAFIA

A Topografia nada mais é que determinar o contorno, dimensão e posição relativa de uma porção limitada da superfície terrestre. Otimizar e agilizar a coleta de dados da superfície terrestre sempre foi um desafio para os estudiosos, e hoje, com o auxílio do Vant na topografia, isso se tornou possível.

A diferença entre a topografia clássica e a topografia com o auxílio do Vant, está no método de aquisição de dados. Enquanto a aquisição de dados da topografia clássica é realizada com os equipamentos, nível, estação total e receptores GNSS, a aquisição de dados da topografia com Vant é realizada com sensores de imageamento aerotransportados.

Quando referimos serviços topográficos utilizando um Vant, estamos falando em serviços de análise do relevo (MDT). Os principais serviços de análise do relevo são: quantificação de volumes, planialtimetria, sistematização de terrenos para corte e aterro.

Dessa forma, o produto gerado após a captação das imagens são as nuvens de pontos de alta densidade, obtidas por meio do processamento de imagens (ortoimagem) e filtragem, permitindo assim, fazer uma análise e extrair medidas.

As principais vantagens do Vant na topografia estão na redução do tempo em campo, na redução de tempo no processamento dos dados e na análise ampla das informações através da ortoimagem, tudo isso, quando comparado com a topografia clássica.

Portanto utilizar o Vant para serviços topográficos é uma boa opção para você que quer reduzir o tempo em campo e revolucionar o seu método de trabalho.

– SERVIÇOS DE SENSORIAMENTO REMOTO

O Sensoriamento Remoto é um termo utilizado na área das ciências aplicadas que se refere à obtenção de imagens à distância, sobre a superfície terrestre. Pode se dizer que, o sensoriamento remoto realiza observações de grande formato da Terra através de satélites orbitais. E com a evolução da tecnologia, é possível realizar serviços de sensoriamento remoto de pequeno e médio formato com a ajuda do Vant.

Os serviços de sensoriamento remoto com Vant, segui para o lado dos estudos de análises de recursos ambientais e agrícolas, tais como, mapeamento e monitoramento de desmatamento, recursos hídricos, riscos ambientais, riscos de incêndio, acompanhamento da plantação, monitoramento da saúde das plantas, agricultura de precisão, transmissão de energia, entre outras infinidades de serviços.

Os Vants de sensoriamento remoto são compostos por câmera multiespectral, esta possui múltiplos sensores e filtros de alta qualidade. Estes sensores são capazes de captar a luminosidade refletida pelos objetos terrestre, que são invisíveis a olho nu, e conseguem individualizar em bandas cada uma dessas cores (Red – R, Green – G, Blue – B e Infravermelho – NIR).

Entretanto, o produto gerado são bandas (imagem) com as cores captadas, que quando combinadas resultam em uma imagem de determinadas cores, que permite o estudo desses serviços.

As cores RGB, quando sobrepostas formam cores coloridas (cor natural e falsa cor), que permitem realizar análises dos objetos imageados. O infravermelho (cor não visível) possui informações importantes sobre os estados fisiológicos e da saúde da planta.

Portanto, o Vant aplicado no sensoriamento remoto é um aliado fundamental para o estudo de análise de recursos ambientais e agrícolas, pois, evita a perda da produção de cultivos, monitora áreas com risco a comunidade, uso e ocupação do solo e muito mais.

– SERVIÇOS DE FOTOGRAMETRIA

O mapeamento e monitoramento realizado com VANT nada mais é do que a legítima fotogrametria. A fotogrametria é a ciência, arte e tecnologia de obter informações de confiança sobre objetos com o uso de captação de fotografia e energia eletromagnética.

A fotogrametria teve seu início a bordo de balões, e agora está presente em aeronaves remotamente pilotadas. Os produtos gerados pelo Vant são os mesmos gerados pela fotogrametria clássica, porém de um formato menor e com menos precisão. Esses produtos são: ortofotos, modelos digitais de terreno e elevação, extração de feições por visão estereoscópica e etc.

Devemos ter em mente que, todo o produto gerado em serviços de Vant são produtos oruindo da fotogrametria.

O Vant é uma tecnologia atual que está revolucionando o mercado da agrimensura. Saber escolher a área que o Vant será aplicado é muito importante, para não gerar serviços de baixa qualidade, também vale ressaltar, que os programas de processamentos e imagens são muito complexos, e exige uma certa experiência na área, então procure se especializar antes.

Portanto, o Vant é um equipamento que permite reduzir muito tempo em campo e em processamento, aumenta a produtividade e oferece um serviço de alta qualidade para a visualização, tornando assim este equipamento muito poderoso.

Se você tem dúvidas sobre serviço de vant, deixe seu comentário para o Agrimensor do Futuro aqui embaixo!

Veja modelos de Vants no Site da Alezi Tedolini!

 

 

 


A otimização de processos tem sido um instrumento para a melhoria da prestação de serviços, a partir da simplificação, padronização, inovação e racionalização das atividades, contribuindo para uma melhor utilização dos recursos disponíveis. Otimizar serviços de georreferenciamento, é reduzir tempo de execução das etapas do processo do “geo” e aumentar a quantidade de certificações e registros em cartório, satisfazendo assim, seus clientes.

Realizar serviços de georreferenciamento de imóveis rurais sempre demandou muito trabalho e tempo, e nos dias de hoje, não se pode perder tempo em determinadas etapas de um serviço.

Baseando nisso, o Agrimensor do Futuro selecionou para você 7 dicas para reduzir o tempo do início ao fim na execução do processo do georreferenciamento de imóveis rurais.

– Documentos necessários

Após fechar o contrato do serviço, pegue todos os documentos necessários, tais como: Matrícula e/ou Título de Posse, Certidão Negativa de Débitos de Imóveis Rurais – ITR, Certificado de Cadastro de Imóvel Rural – CCIR, e documentos pessoal do proprietário, estes são os principais. Estude e retire o máximo de informação da matrícula, pois nela contém todas as características da propriedade e do proprietário.

– Execução do levantamento de campo

No cenário atual não se pode perder tempo executando serviços de levantamento de campo, pois isso demanda tempo e dinheiro. Então, obter um bom planejamento de campo faz com que você economiza tempo de dinheiro.

Ao sair para realizar o levantamento, é necessário que haja em planejamento de campo. Este planejamento de campo é fazer um conhecimento prévio da propriedade que será georreferenciada. As imagens de satélites disponibilizadas pelo Google Earth é uma ferramenta indispensável para nós agrimensores, pois auxilia no reconhecimento da propriedade. Assim, você ficará ciente qual é a melhor área para instalar a base e de onde irá começar seu levantamento.

Uma boa dica dessa etapa, é conferir se a propriedade confrontante já possui certificação no SIGEF, através da plataforma I3GEO do INCRA. Caso tenha, você poderá se basear nos vértices já certificados, porém é sempre fundamental levar em consideração a opinião do proprietário e as informações contidas na matrícula.

Nesta mesma etapa, são definidos os equipamentos que serão utilizados, e para otimizar o serviço verifique se estão devidamente carregados e sem problemas de funcionamento. Antes de ir à campo, certifique que não se esqueceu de nenhum equipamento.

Trabalhe sempre com equipamentos calibrados e certificados, caso seu equipamento sofra algum dano, procure uma assistência técnica, e desse modo, evitará transtornos futuro e não voltará à campo por um erro sistemático.

E durante o levantamento de campo, procure coletar os documentos e informações dos confrontantes, isso impedirá que você volte para a propriedade.

– Processamento dos dados coletados

Com a vinda da tecnologia dos receptores GNSS RTK, otimizou muito o processamento dos dados coletados, economizando assim muito tempo em campo e no escritório. Na nossa área, reduzir o tempo é sinônimo de faturamento, investir em um equipamento desse é uma boa para você.

– Elaboração de mapa, memorial descritivo e geração de planilha ‘ods’

Otimizar nesta etapa é essencial para não passar horas em frente ao computador elaborando mapas, memoriais e planilhas. Existem no mercado softwares de elaboração e edição de mapas, geração de memoriais descritivos e planilhas de formato ‘ods’. O DataGeosis é um software de topografia e geodésia, e se destaca por possuir uma interface simplificada e atender todos os requisitos da 3ª norma técnica de georreferenciamento do INCRA. Adquirir um software desse modelo, otimizará seus dias de serviços no escritório.

– Carta de anuência de confrontantes

Coletar as assinaturas dos confrontantes é uma das etapas mais burocráticas e demoradas do processo de georreferenciamento. Certo que, há casos que uma propriedade tem uma quantidade imensa de confrontantes e residem em outros municípios entre outras situações, que dificultam a coleta das assinaturas.

Dessa forma, quando o confrontante residir em outro município, procure saber corretamente a sua localidade, evitando o envio incorreto. Caso correto, envie de forma rápida e com confirmação de que o documento chegou ao seu destino.

Existem situações de que os confrontantes não são encontrados, e uma forma de procura-los é tornar isto público, através do cartório de registros públicos, que tem o dever de procura-los.

– Certificação no SIGEF

Com a certificação eletrônica do SIGEF, o cotidiano do agrimensor teve uma grande revolução, que otimizou todo o processo de certificação do geo. Porém, ao certificar deve tomar os devidos cuidados, para não certificar com erros na planilha. Certificar um processo pode levar poucos dias para ser aprovado, mais pedir um cancelamento pode demorar muitos dias ou até meses, tornando seu serviço mais demorado.

É muito comum, que profissionais enviam planilhas com erros grosseiros, então é muito importante revisar as planilhas com muita atenção antes de enviar.

Ao certificar planilhas com erros, o profissional habilitado pode sofrer punições severas e o INCRA pode até suspende-lo de assinar serviços de geo.

– Registro no cartório

Essa etapa é a mais burocrática, pois cada cartório determina um documento diferente, e sempre que for averbar ou registrar um imóvel georreferenciado, é necessário saber quais documentos o cartório exige, revise-os corretamente para evitar que o processo volte.

Seguir estas etapas, ajudará a otimizar seu tempo e auxiliará no desenvolvimento do processo montagem dos serviços de georreferenciamento.


Existe uma máxima no Marketing que diz que “Produto (Ou Serviço) X Marketing = Faturamento”. Ou seja, se você é bom de matemática, percebeu que, quanto maior a qualidade dos dois, mais você faturar.

Porém, o inverso também é verdadeiro: caso um dos dois nesta equação seja 0, isso significa que o resultado será Zero.

Neste Texto, tratarei especificamente da segunda parte da Equação: o Marketing dos Topógrafos, pois percebemos no dia-a-dia que aí está uma gigantesca oportunidade de melhora.

Por mais conhecimento Técnico que um profissional tenha, isso não basta. É preciso encontrar clientes e vender o próprio serviço que se consiga trabalho.

Aquela história de “Deixe o Seu Trabalho Falar Por Você” é romântica e até tem um fundo de verdade, mas se você não falar do seu produto antes, não vai ter ninguém falando por você depois.

Por isso, é fundamental que você, como topógrafo, tenha conhecimento de conceitos chaves de marketing para oferecer seus serviços de forma mais assertiva e eficiente.

O mercado de Topografia é competitivo, existem muitos outros aí fora lutando pelos mesmos clientes. Então, você precisa estar preparado para esta disputa tendo alguma estratégia melhor do que simplesmente abaixar o seu preço.

Separei para hoje 4 conceitos simples de Marketing que você pode começar a pensar para a sua empresa a partir de hoje. Vamos dar uma olhada:

  • Entendendo quem é o seu cliente

O PRIMEIRO PASSO para você preparar seu marketing melhor é entender quem é o seu cliente típico.

Isso é importante por duas razões:

a) Ao estudar o seu cliente típico, você consegue aprender exatamente quais são as necessidades que ele normalmente tem.

b) Quanto mais você o conhece, mais especializado seu trabalho fica, a sua proposta fica, mais fácil fica saber aonde encontra-lo, e aí sim suas chances de fechar mais serviços e de ganhar notoriedade entres esses clientes começa a aumentar.

Quando você sabe quem é o seu cliente, você se torna mais capaz de alocar o seu tempo, sua energia e mesmo seus recursos financeiros destinados ao marketing.

Especialmente se você faz todo o trabalho por conta própria, e não tem muito tempo para se dedicar a isso, deve saber que quanto mais focadas forem suas iniciativas, mais chances terá de conseguir resultados.

Outras perguntas que você deve fazer para estudar melhor seu cliente são: a) Quais são as necessidades típicas dele? O que ele normalmente pede de informação antes da venda? Quais são as objeções que ele normalmente faz? Como ele prefere pagar? O que ele costuma pedir no Pós-Venda?

Repare que cada pergunta dessa pode trazer soluções que façam do seu atendimento mais completo. Por exemplo, se você já sabe o que normalmente faz o cliente rejeitar sua oferta (Objeção), você já pode preveni-la, pensando numa alternativa que já resolva isso antes do cliente perguntar (ou antes dele parar de te responder). E isso vale para todas as outras perguntas.

Então, faça a lição de casa de entender quem é o seu cliente típico, e assim seu marketing começará a tomar corpo!

  • Ofereça um Serviço Único

Outro ditado que gosto muito é o seguinte: “Quem vem por Preço, vai por preço. Quem vem por valor, fica!”. Ou seja se você quiser ser conhecido no mercado por algo que não seja “O Mais Barato”, você tem que se preocupar em oferecer um produto ou serviço único, que ninguém mais no mercado ofereça.

Agora você pode me dizer: “Mas eu faço Serviço de Georreferenciamento, que todo mundo faz, como ser único fazendo isso?”. De muitas maneiras. Você pode ter um atendimento único, uma entrega única, um prazo único, um pós-venda único. Isso vai da sua criatividade.

Só tem alguns probleminhas aí:

– Este diferencial não pode ser apenas discurso. Não adianta você dizer para o cliente que seu atendimento é especial, se ele é como todos os outros. Vai soar pouco convincente e ainda decepcionará as pessoas.

– O diferencial precisa ser focado no seu cliente (por isso a necessidade de conhecê-lo bem). Não adianta oferecer algo que ele não precise, ou que não faça diferença, pois ele não enxergará valor.

– O diferencial deve ser algo que te ajude a manter seu preço (e talvez eleva-lo) e não algo que te faça perder dinheiro. Ou seja, “dar o maior desconto” não é diferencial, você está apenas corroendo sua margem e correndo riscos de acabar no prejuízo.

Então, pense com carinho nisso: o que eu ofereço de único para meus clientes que faz o meu serviço ser diferenciado?

Crie Sua Própria Autoridade no Seu Setor

Uma vez que você saiba quem é o seu cliente, e o que você oferece de único para ele, é hora de mostrar essas qualidades para o mercado.

E se existe uma coisa melhor do que correr atrás de clientes, é ter clientes correndo atrás de você.

Esta idéia pode parecer um pouco utópica a princípio, boa demais para ser verdade, mas, com a estratégia certa, você pode sim conseguir que isso aconteça.

Hoje em dia, é difícil pensar em marketing sem pensar na Internet. Eu diria, inclusive, que não existe mais marketing normal e marketing digital, é tudo a mesma coisa. Logo, seus clientes estão na Internet.

E isso é ótimo, pois a Internet é uma mídia democrática, muito melhor do que na época em que, para aparecer, sua única alternativa era gastar muito dinheiro com anúncios.

Para chamar atenção na Internet, pense assim: quando seu cliente está online, ele pode estar lá por alguns motivos: pode ser que ele esteja em busca de informação, pode ser que ele esteja querendo se entreter, pode ser que ele esteja querendo conversar…

Então, se você conseguir se conectar com ele de um desses 3 jeitos, pode ter certeza que ele vai gostar de ser “interrompido” pela sua mensagem.

O que seu cliente não gosta é de ser interrompido com discurso raso e superficial de vendedor.

Então, na hora de expor sua mensagem, você deve pensar: quero que as pessoas me conheçam como um especialista no assunto que traz informações úteis para elas, ou como um vendedor que só sabe falar de preço e de “compre”, “compre”, “compre”?

Com esse raciocínio, você pode começar a construir sua autoridade online.

Cumpra Tudo que Prometeu

Conforme falamos no início do texto, Serviço e Marketing são coisas diferentes, mas andam lado-a-lado.

Então, se você fez sua lição de casa e conseguiu atrair mais clientes, você precisa entregar o serviço com a mesma excelência com que o divulgou.

Caso o serviço não tenha a qualidade que você disse ter, você terá alguns problemas, entre eles:

– Não fidelizará os clientes, logo terá que sempre conseguir clientes novos, o que é mais caro e dá mais trabalho.

– Estes clientes não recomendarão o seu serviço para os amigos deles, o que costuma ser uma fonte barata e fácil de se fazer novas vendas.

– Sua imagem no setor ficará arranhada, prejudicando em muito seus esforços de marketing posteriores.

Logo, sua entrega deve ser única. Sua preocupação em satisfazer o cliente também.

Trate a sua entrega com o máximo de rigor possível, pois seria injusto até com você mesmo fazer uma grande estratégia de marketing para atrair clientes para depois estragar tudo com um serviço ruim.

Este texto não tem por pretensão ensinar todos os detalhes de como se fazer marketing. É apenas um Guia Básico e Inicial.

Marketing é um tema complexo, que inclusive pessoas passam anos na faculdade estudando para depois colocar em prática.

O mais importante que deve ficar como mensagem, porém, é a importância de pensar no marketing na hora de divulgar seus produtos e seus serviços.

Muitas vezes, é cômodo fugir desses temas, com as desculpas de que tudo está corrido, ou de que o trabalho em si toma muito do tempo, logo fica difícil se dedicar ao marketing.

Só que negligenciar esse tema pode ser um fator que resulte em você NÃO TER MAIS TRABALHO.

Termino esse texto então primeiro com uma frase:

“Sem Marketing, você pode fechar vários negócios, inclusive o seu!”

Ou seja, não importa se você é autônomo, se é o único da equipe ou se tem uma equipe enxuta: você precisa estar constantemente colocando esforços para divulgar os seus produtos.

Por último, peço por gentileza que você me conte o que achou deste texto, e coloque nos comentários como você costuma fazer marketing dos seus serviços.

Vou adorar saber e, se possível, pensar em como ajuda-lo.

Um Abraço!


Neste post, serão explanadas as técnicas que permitem posicionamento centimétrico para locação topográfica, entretanto, não será comentada a correção diferencial por satélite.

Atualmente, com o aumento da demanda de serviços topográficos no Brasil, a palavra produtividade está cada vez mais presente no dia a dia, como também estão os termos preço e custo benefício. A relação do tamanho e tempo do projeto x custo do equipamento se torna essencial na decisão da técnica de posicionamento a ser utilizada.

Antes de iniciar a construção, devem-se materializar, em campo, os pontos que definirão as posições estratégicas da obra, como eixos de uma rodovia, fundação de um edifício, pilares de uma ponte, divisas de lotes e assim por diante. Nesse sentido, a locação de pontos se faz essencial, pois um erro, durante o processo de locação, pode resultar, diretamente, em um erro da execução da obra.

Para a implantação de pontos, várias técnicas de posicionamento podem ser utilizadas, logo, os profissionais da área de agrimensura determinam qual delas usarão em suas aplicações conforme o tipo de trabalho, a técnica de posicionamento conhecida e o equipamento disponível.

O objetivo deste post é mostrar as diferentes variáveis e decisões que o profissional precisa saber na implantação de pontos. Abaixo, segue uma escada da evolução dos equipamentos usados para locação.

 

Um pouco da história no Brasil da locação topográfica:

Com a introdução da estação total nos anos 90, ocorreu a primeira quebra de paradigma na implantação dos pontos, ou seja, não era mais necessário puxar a trena após a determinação do ângulo utilizando o teodolito, isso gerou grande ganho de tempo e produtividade.

 

No início dos anos 2000, iniciou-se o uso da técnica RTK/UHF , através da qual o receptor GNSS permite que apenas um profissional estabeleça coordenadas centimétricas, em campo, desde que receba correções de outro receptor GNSS.

Na última década, o uso das técnicas RTK/GSM e RTK em rede vem se tornando a mais produtiva e praticada pelos profissionais da área, uma vez que mantém as características da anterior sem necessitar de um receptor base em campo.

 

Atualmente, na agricultura de precisão (AP) e no controle de máquinas da construção civil(CM), incorporaram-se os receptores GNSS, os quais recebem a correção diferencial centimétrica, dentro dos maquinários, guiando a máquina através do controle hidráulico e da interface gráfica com o usuário. Assim, devido à total necessidade da locação de pontos, seja na AP ou no CM, essas aplicações já foram agregadas às máquinas eliminando-se, portanto, o agrimensor do campo nesse tipo de trabalho.

Aplicações práticas na locação de pontos:

Para a construção de uma obra, por exemplo, inicialmente, é necessário realizar o levantamento topográfico do terreno de forma a fornecer subsídios para que o profissional responsável possa efetuar seu projeto.

Nesta aplicação, o objetivo principal é encontrar e materializar pontos projetados sobre a superfície do terreno, garantindo a correta posição relativa dos vértices projetados (coordenadas topográficas locais) ou a posição em relação a um sistema espacial de referência, como, por exemplo, pontos georreferenciados ao sistema de referência SIRGAS2000 (coordenadas UTM).

Para esse tipo de trabalho, é imprescindível uma precisão posicional ao nível de centímetro sendo, portanto, necessário o uso de uma estação total (topografia convencional) ou de receptores GNSS a partir das técnicas RTK/UHF, RTK/GSM ou, ainda, RTK em Rede.

 

1-  Utilizando Estação Total:

  1. a) Mecânico: o uso mecânico nada mais é do que um técnico operando, manualmente, a estação total visando ao prisma (fazer a leitura e focar). A imagem, abaixo, mostra um exemplo de locação utilizando o método de ângulos e distâncias. O dAZ é o ângulo que o operador deve mover até zerar e o DH# a distância que o auxiliar movimenta o prisma até o ponto a ser locado.

 

  1. b) Mecânica com laser pointer: como dito acima, o modo da locação continua sendo manual, porém a estação total tem um auxílio de laser (LumiGuide), tanto para ajudar o operador quanto o auxiliar em campo, que poderá definir o alinhamento do ponto através da luz guia. Sendo assim, aumentam-se a produtividade e a velocidade de locar os pontos em campo. Na imagem abaixo, há um exemplo de uma estação total com laser da Spectra Precision, a Focus 8:

 

 

  1. c) Tecnologia LockNGo – A FOCUS 30® possui um sensor de monitoramento que utiliza a tecnologia de rastreamento LockNGo e permite a estação total acompanhar o prisma automaticamente,  em todos os momentos, evitando que o operador tenha que focar o prisma durante a locação de pontos, reduzindo o tempo final da medição. Pode-se dizer que a Focus 30 persegue o prisma e já ajusta o foco automaticamente, ou seja, o operador da estação total apenas informará o auxiliar  as distâncias, no eixo, que deve seguir para completar a locação do ponto.

 

 

  1. d) Tecnologia Robótica:  Para manter o contato com o operador que está com o bastão e o prisma, a FOCUS 30® utiliza uma comunicação via rádio de 2,4Ghz. Uma vez estabelecidas as comunicações , todas as funções da FOCUS 30® podem ser controladas à distância, através de um coletor de dados com rádio, tornando possível a realização das medições com alta precisão ou até levantamentos topográficos sem auxiliar em campo.

 

2-  Utilizando a técnica RTK (UHF/GSM)

A técnica RTK, com receptores GNSS para locação, é rápida, precisa e ainda reduz o número de profissionais em campo quando comparada com o uso de estação total ou teodolito. Quanto à produtividade, o uso da técnica RTK, voltado à locação de estradas, terraplenagem, loteamentos, barragens, obras de redes pluviais e rede de esgoto, pode aumentar em até cinco vezes a velocidade de trabalho.

O uso do RTK só fica restrito ao ambiente de trabalho caso existam muitos obstáculos que interfiram na visibilidade dos satélites rastreados. As imagens, abaixo, mostram a tela do software na coletora locando em RTK , o caminho a ser percorrido de acordo com um azimute e a distância para dar referência ao usuário.

 

Conclusão:

Através do posicionamento com técnicas e métodos apresentados anteriormente, conclui-se que é possível obter resultados com diferentes níveis de precisão, dependendo do equipamento utilizado, da metodologia adotada e do processamento empregado.

Já no que concerne à locação de pontos, que as Estações Totais obterão coordenadas na casa de milímetros e os receptores GNSS de centímetros, bem como, que a obtenção de coordenadas em tempo real deverá ser feita conforme a necessidade de cada projeto.

 


Um levantamento topográfico refere-se a um conjunto de métodos e processos onde, seja por meio de medições topográficas (ângulos horizontais, verticais, distâncias horizontais ou inclinadas e diferença de nível) ou por meio do uso de receptores GNSS, realiza-se medições sobre a superfície terrestre com a finalidade de representação gráfica de uma porção do terreno sobre uma superfície plana.

Nesta aplicação espera-se uma precisão posicional ao nível de poucos centímetros para os pontos levantados. Considerando-se a topografia convencional, tais medições podem ser executas utilizando-se de Estações Totais (levantamentos planialtimétricos), níveis (levantamento altimétrico) ou ainda, com menor precisão, de teodolitos (levantamentos planialtimétricos ao nível de decímetros).

Pode-se ainda utilizar um receptor GNSS para esta finalidade. Neste caso, adota-se o uso da fase de batimento da portadora (receptores L1 e/ou L1/L2), pelo método relativo pós-processado, utilizando-se os métodos de posicionamento Estático, Rápido-Estático, Stop and Go e Cinemático.

 

O método Estático é caracterizado por tempos de posicionamento superiores a 20 minutos, enquanto no método rápido-estático os tempos de posicionamento são inferiores a 20 minutos. Nos dois métodos são gerados 1 arquivo de dados brutos para cada ponto levantado, os quais deverão ser processados a partir dos dados brutos coletados no ponto Base, onde nesta deve-se ter um receptor GNSS coletando as observáveis GNSS durante todo o tempo em que o receptor móvel estiver sendo utilizado. Estes dois métodos são mais indicados em áreas em que haja ocorrência significativa de obstruções necessitando, portanto, de um tempo maior de posicionamento para garantir a fixação das ambiguidades (solução fixa).

O método Stop and Go é indicado para o levantamento de áreas livres de obstruções, tornando-se vantajoso devido a possibilidade de redução no tempo de posicionamento. Normalmente adota-se um procedimento de inicialização, que consiste em posicionar sobre um ponto qualquer e deixá-lo rastreando as observáveis por pelo menos 5 minutos (podendo-se permanecer por um tempo maior caso julgue necessário). Em seguida, os demais pontos do levantamento serão observados com um tempo mais curto. Normalmente recomenda-se pelo menos 30 épocas para cada ponto. Nesse contexto, configurando-se os receptores Base e Rover com uma taxa de gravação de 1 segundo, bastariam 30 segundos de posicionamento nos demais pontos do levantamento. Vale salientar que caso haja perda de sinal durante o trajeto entre os pontos, haverá a necessidade de uma nova inicialização de pelo menos 5 minutos. Neste método será gerado apenas um arquivo de dados brutos, o qual deverá ser processado a partir dos dados brutos coletados no ponto Base.

O método cinemático é indicado para o levantamento de feições tais como estradas, córregos, limites de talhões, etc., e assim como o método Stop and Go, convém-se utilizá-lo em áreas livres de obstruções. A coleta das observações neste método será realizada configurando-se o receptor para armazenar os pontos pelo tempo ou pela distância percorrida, uma vez que o receptor móvel estará em movimento durante todo o trajeto.

Nos quatro métodos citados, em sequência ao pós-processamento dos dados, serão obtidas coordenadas com precisões ao nível de poucos centímetros. Convém salientar que o receptor Base não deverá estar a mais que 20 km dos pontos levantados, sendo este o raio de trabalho a ser adotado.

Ainda considerando-se a aplicação em Levantamentos Topográficos, pode-se utilizar das técnicas de posicionamento em tempo real (RTK). Estas se tornam mais produtivas e confiáveis uma vez que durante a etapa de levantamento tem-se as correções em tempo real, permitindo assim acompanhar a solução do vetor (fixo ou flutuante) e a precisão obtida no mesmo instante do levantamento. Nestas condições o tempo de posicionamento será rápido, uma vez que apenas uma época será necessária para registro de cada ponto de interesse.


Proposta de Valor da Utilização do receptor GNSS SF3050 como base híbrida para Agricultura de Precisão e do uso do receptor GNSS SF3040 na topografia em usinas de cana-de-açúcar.

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  • Introdução:
    A sistematização da área de plantio da cana está diretamente ligada ao conhecimento de todas as feições existentes em campo, bem como a determinação de todas as coordenadas geográficas com precisões centimétricas da área plantada e ao perfeito ordenamento de diferentes etapas a serem realizadas desde o preparo do solo até a colheita.
    Assim, será possível projetar todas as etapas mecanizadas na lavoura sem desperdiçar área, eliminando o pisoteamento da linha de plantio e compactando o solo adequadamente.
  • Concepção:
  • gnssFigura 1: Estações de Referências Ativas hibridas(E.R.A.H.) para Agricultura de Precisão e Topografia.A partir do projeto de implantação das Estações de Referência Ativas hibridas (E.R.A.H.), levando-se em consideração a topografia do terreno e o alcance dos rádios, são implantadas, em campo, estruturas físicas capazes de receberem os equipamentos que enviarão as correções de posicionamento para os tratores mecanizados(com piloto automático instalado) e receptores GNSS RTK e/ou Pós-processados com referências únicas em toda a área cultivada.
    A E.R.A.H. pode ser instalada em um ponto fixo e de maneira permanente ou, em sua concepção móvel, instalada em qualquer ponto da propriedade.

    gnss Figura 2 e 3: E.R.A.H. Fixa e móvel.

    • Equipamentos Utilizados:

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    Figura 4: Equipamentos e máquinas utilizados em campo.

    Na E.R.A.H. será instalado o receptor GNSS SF3050 , o qual estará conectado a dois rádios e enviará as observações de fase da onda portadora através dos rádios ADL da Pacific Crest e John Deere, isso permitirá o posicionamento centimétrico, em tempo real, do Receptor GNSS SF3040 da NAVCOM para topografia e de qualquer máquina agrícola da John Deere que esteja com o receptor GNSS SF3000 e com o conjunto de automação instalado.

    • Etapas da sistematização na usina de cana-de-açúcar:
    • gnss

     

    Tabela 1: Etapas do processo de sistematização

    Estas 3 etapas, se realizadas de maneira correta, permitem a otimização do uso do solo e o plantio considerando-se todos os detalhes da área e, por conseqüência, terá a melhor produtividade na colheita.
    O Projeto (PROJ) consiste na tomada de decisão realizada em escritório e está baseado nas informações obtidas com o desenho topográfico da área a ser utilizada e ao respectivo projeto realizado a ser implantado pela agricultura de precisão. Atualmente, já existem softwares específicos que permitem a automatização destas tarefas e a interface completa entre softwares e equipamentos utilizados em campo.

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    Figura 5 e 6: Análise Planialtimétrica em escritório e divisão de glebas.

    A Topografia(TOPO) é fundamental na sistematização, entretanto, algumas etapas ainda podem ser realizadas por antigas técnicas de posicionamento, assim como: níveis, estação total e receptores GNSS Pós-processados, estes, além de morosos, podem trazer posicionamento impreciso ao projeto. A utilização de receptores GNSS RTK permite a realização de levantamentos topográficos e locação de pontos, em campo, sem necessidade de retorno ao escritório.

    A agricultura de precisão(AGRI) é realizada através dos pilotos automáticos( receptores GNSS + Kit Hidráulico + Monitor de orientação) instalados nos tratores. Sem o conhecimento das feições do terreno, era utilizada a linha A-B na qual o tratorista determinava, em campo, a paralela a ser seguida. Hoje em dia, toda a linha de plantio, a ser realizada em campo, foi projetada e, minuciosamente, estudada em escritório antes da implantação em campo.

    Toda a preparação do solo, sulcação, é realizada com as informações da topografia, já o projeto e a implantação da curva de nível, o projeto da linha de plantio e colheita são realizados em escritório e, posteriormente, implantados em campo.
    • Benefícios do Projeto
    Para a sistematização do cultivo da cana-de-açúcar, é necessário o completo e total conhecimento da área plantada e uso da sequência das etapas propostas no fluxograma acima.
    A topografia é ferramenta essencial neste projeto, o uso da E.R.A.H. permite a utilização de todo maquinário agrícola tradicional e consagrado da John Deere em conjunto com os Receptores GNSS RTK da NAVCOM.
    No caso da utilização de Estação de Referência exclusiva para Agricultura, tornar-se-á necessária a utilização de Estação de Referência de Topografia redundante, aumentando, consideravelmente, o custo do projeto e o tornando impraticável em muitos casos. A demanda topográfica continuará necessária e poderá ser realizada através de técnicas de posicionamento já ultrapassadas, o que não permitirá a sequencia das etapas do projeto e comprometerá a sistematização da cana-de-açúcar.

Esta integração permitiu:
1- Substituição de antigas técnicas como níveis e receptores GNSS Pós-processados de outras marcas;
2- Realização do levantamento e locação da curva de nível e terraça em tempo real;
3- Otimização de todas as etapas da sistematização no cultivo da cana-de-açúcar.

  • Conclusão

A utilização de receptor GNSS RTK na topografia é essencial para a sistematização do cultivo da cana-de-açúcar. O uso de outras técnicas de posicionamento não permite a realização da correta ordem do fluxo de trabalho e gera atraso , retrabalho e imprecisão na sistematização


Desde o surgimento dos VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) na comunidade de geotecnologias, uma pergunta é unanime em meio aos usuários, é possível gerar produtos cartográficos? É possível realizar topografia com vant? A maior dificuldade em responder essa questão era a limitação dos softwares quanto à edição e controle de qualidade dos dados. Grandes empresas entraram para este ramo, como a grandiosa Trimble, que em abril de 2012 comprou a fabricante de VANT Belga Gatewing.

As novidades não param por ai, a Trimble é mundialmente conhecida na comunidade de fotogrametria por comercializar sua poderosa estação fotogramétrica Inpho, em janeiro de 2014, a empresa lançou seu mais novo módulo para processamento de dados VANT o UAS Master, este software herdou o estado-da-arte do seu “pai” Inpho e foi implementado os recursos mais sofisticados de visão computacional, o resultado? Um software rápido e totalmente otimizado, que permite gerar produtos cartográficos precisos, dando todo o apoio para um usuário fotogrametristas ter o domínio sobre o controle de qualidade e para um usuário comum ter um crescimento gradativo na familiarização com este software.

O departamento de fotogrametria da Alezi Teodolini apresenta no vídeo a seguir uma breve apresentação das ferramentas oferecidas por este software e apresenta como resultado final a famosa topografia com VANT, para a geração deste produto foi utilizado o software UAS Master para realizar a aerotriangulação, extração automática do MDS (Modelo Digital de Superfície) e extração automática do MDT (Modelo Digital de Terreno), para geração das curvas de nível foi utilizado um módulo do software Inpho chamado DTM Extension, este software oferece poderosas ferramentas automatizada para a manipulação de MDT, a partir deste módulo foi extraído as curvas de nível de terreno com um espaçamento de 50 cm, lembrando que este espaçamento fica a critério do usuário. Para a visualização e comparação dos resultados exportados no formato “las” (formato de dados gerados a partir de Laser Scanner) foi utilizado o software Global Mapper v. 13, por ser um software simples e leve proporcionou uma apresentação didática dos produtos gerados.

Clique no link abaixo e veja o tutorial: 

http://www.youtube.com/watch?v=PkQkD1AMsps&feature=c4-overview&list=UUxSUgwcjUkd66KB7xq8zHtQ_

Em relação à precisão do MDT e das curvas de nível, estes estão ligados diretamente ao resultado da aerotriangulação do bloco fotogramétrico, ao final deste procedimento o software gera um relatório completo exibindo todos os dados estatísticos para o bloco, incluindo o RMS que derivado das siglas em inglês significa Erro Médio Quadrático, este é o indicador da acurácia do seu produto final.

topografia com vant
Figura 1 – RMS resultante do ajustamento do bloco executado pelo software UAS Master.

No nosso próximo vídeo tutorial faremos uma integração das curvas de nível gerada através do VANT com o software DataGeosis, software desenvolvido pela Alezi Teodolini para processamentos de dados topográficos, continue acompanhando o nosso blog, semanalmente publicaremos novidades sobre fotogrametria, VANT, topografia com vant, e mais!

Eng. Manoel Silva Neto

 

 

 


 

Por: Engº Me. Marcos Guandalini e Engº Paulo Borges

A evolução dos métodos de posicionamento vêm ao encontro das necessidades de campo do agrimensor, de modo a torná-lo um profissional mais versátil e eficiente. Como já dito no artigo “Como trabalhar com RTK em Rede no Brasil”, no blog do Agrimensor do Futuro, a possibilidade de trabalhar no método relativo na técnica RTK em Rede, durante um levantamento ou locação, é mais produtiva e vantajosa quando comparada com outros métodos de levantamento.

técnica rtk em rede

Imagem 1: Evolução dos métodos de Posicionamento no Brasil.

Conforme depoimentos de usuários e estudos de caso de alguns alunos de renomadas universidades, verifica-se que, ao utilizar técnica RTK em Rede, a produção em campo é comprovadamente maior em relação à estação total ou RTK/UHF.

A fim de verificar e entender as vantagens desta técnica, compararemos tanto o desempenho em campo como também os custos gerados para manutenção da equipe durante a execução de uma mesma tarefa.

Seguindo a linha de evolução dos métodos de posicionamento no Brasil, analisaremos,através da tabela e dos gráficos abaixo, o desempenho das três técnicas de levantamento/implantação simultaneamente.

técnica rtk em rede

Tabela 1: Comparação dos custos de uma equipe em campo em relação à metodologia de trabalho escolhida (Valores de Referência podem variar conforme capacitação profissional e região onde será prestado o serviço).

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Gráfico 1: Custo Mensal e Produtividade/Dia de cada técnica de posicionamento ao realizar levantamentos.

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Gráfico 2: Custo Mensal e Produtividade/Dia de cada técnica de posicionamento ao realizar a locação de Pontos.

 

Os gráficos e tabelas acima comprovam a vantagem financeira da técnica RTK em Rede sobre as demais técnicas. Como analisado no gráfico, uma equipe de topografia, composta por um operador e mais dois auxiliares em campo, é capaz de levantar cerca de 800 pontos ou implantar até 120 pontos por dia. Já quando utilizamos um conjunto RTK, é possível realizar o levantamento de até 2400 pontos por dia ou implantar cerca de 240 neste mesmo período.
Outra vantagem da técnica, se comparada com a técnica RTK/UHF, é a tecnologia de conexão GSM de transmissão do RTK em Rede. Com isto, não haverá obstruções para a transmissão da mensagem de correção conforme já mencionado no artigo “O que é o método Relativo na Técnica RTK/GSM?” do blog Agrimensor do Futuro.
Por conta disto, aplicações práticas em campo para a Técnica RTK em Rede são as mais variadas. Seguem, abaixo, alguns exemplos destas aplicações no ramo da agrimensura/cartografia.

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Imagem 1: Ambientes urbanos e rurais.

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Imagem 2: Obras de terraplanagem, drenagem, esgoto e etc.

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Imagem 3:  Obras fundações de edifícios, estacas, blocos e etc.

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Imagem 4: Locação de platôs e taludes.

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Imagem 5: Projetos de “as built”.

 

Portanto, fica evidente que há muitos benefícios no uso de um equipamento capaz de utilizar a tecnologia de correção denominada RTK em Rede, resultando numa produção de campo maior e em um custo operacional menor , bem como no contorno de problemas existentes às tecnologias precedentes.